A importância da literacia familiar em debate no Brasil
Enviada em 05/01/2021
Aprovada pela Assembleia Nacional Constituinte, durante o governo do presidente José Sarney, a Constituição de 1988, também denominada Constituição Cidadã, diz que todos os cidadãos tem direito a educação, visando ao pleno desenvolvimento da pessoa e sua aptidão para a ação da cidadania. Nesse contexto, atualmente, a literacia familiar consiste na participação dos pais/cuidadores no processo de aprendizagem da linguagem, da leitura e escrita dos seus filhos, sendo assim, apresenta-se como um dos meios para atingir os objetivos da carta constitucional. Desse modo, a literacia é essencial para o aprendizado da criança, não só para mitigar as desigualdades sociais, mas também para auxiliar a evolução de habilidades cognitivas e fonológicas.
Antes de tudo, é essencial compreender que as disparidades econômicas e sociais possibilita o aparecimento de uma lacuna enorme entre a alfabetização de crianças de famílias pobres e ricas, dado que, a qualidade do ensino na rede privada é superior a maioria dos colégios públicos no país. Sob esse viés, de acordo com Thomas Hobbes, teórico político e filósofo inglês, cuja principal obra é “Leviatã”, é dever do Estado garantir boas condições e o bem-estar social da população, caso contrário, deverá ser deposto. Nesse sentido, é crucial que não exista omissão do Estado em garantir meios educacionais para alunos vulneráveis e consequentemente irá abrandar os índices de pobreza no cenário nacional.
Ademais, a música inserida em uma situação pedagógica adequada e relacionada com práticas de alfabetização, as condutas artísticas, proporcionam caráter lúdico à aprendizagem, desenvolvendo a memória e atenção, além de amparar o processo cognitivo e fonológico. Nessa perspectiva, segundo Arthur Schopenhauer, filósofo alemão, a música é a vitória do sentimento sobre o conhecimento. Dessa maneira, quando cantamos algo progredimos na linguagem oral e na leitura, e quando nós compomos progredimos na escrita, além de ser uma forma de entender o passado e ilustrar o nosso presente.
Portanto, é inegável a importância da literacia familiar nos dias atuais, contudo, é pouco difundido entre os familiares. Dessa forma, é necessário que o Tribunal de Contas da União direcione capital que, por intermédio do Ministério da Educação, será revertido na criação de acervos de livros digitais ou físicos em bibliotecas públicas.Desse jeito, por meio de propagandas será discutido a relevância da leitura em ambiente familiar, a fim de conceder educação a todos. Desse jeito, metas constitucionais serão realizadas.