A importância da literacia familiar em debate no Brasil
Enviada em 06/01/2021
A Constituição Federal de 1988, documento jurídico mais importante do país, prevê por meio do Artigo 6, o direito à educação como inerente a todos os cidadãos brasileiros. Conquanto, tal prerrogativa não tem se desenvolvido com ênfase na prática quando se observa a literacia familiar no Brasil, dificultando deste modo a universalização deste direito social tão importante. Diante dessa perspectiva, faz-se imperiosa a análise dos fatores que favorecem esse quadro.
Em uma primeira análise, deve-se ressaltar a ausência de medidas governamentais para combater a falta de leitura em crianças. Nesse sentido, prejudicando seu desenvolvimento para a convivência em uma sociedade. Essa conjuntura, segundo o filósofo iluminista John Locke, configura-se como uma violação ao “Contrato Social”, já que o Estado não exerce sua função de garantir que os cidadãos desfrutem dos direitos inalienáveis, como a educação, o que infelizmente é evidente no país.
Ademais, é fundamental apontar o descaso de pais e/ou responsáveis pela falta de literacia familiar no Brasil. Segundo o G1, 29% das crianças brasileiras não possuem o hábito de leitura. Diante desse exposto, é possível associar-se a desigualdade social, em que faltam-se recursos para as famílias impulsionarem à leitura. Logo, é inadimissível que esse cenário continue a perdurar.
Depreende-se, portanto, da necessidade de se combater esses obstáculos. Para isso, é fundamental que o Ministério da Educação, por intermédio de projetos e palestras, faça a democratização à leitura, mostrando aos pais os benefícios que o livro trará para as crianças e suas respectivas famílias, a fim de que a maioria infantil adquira o hábito de leitura. Assim, se consolidará uma sociedade mais igual, em que o Estado desempenhará corretamente seu “Contrato Social” tal como afirma John Locke.