A importância da literacia familiar em debate no Brasil
Enviada em 10/01/2021
Criatividade. Sociabilidade. Vocabulário desenvolvido. São características de crianças que possuem o contato da leitura no cotidiano educacional e na rotina familiar. Entretanto, devido aos altos impostos cobrados, os livros são taxados como “artigos de luxo” e acabam segregando o conhecimento. Além disso, a vivência em um mundo da era digital, em que a tecnologia está sempre a alcançar o nível máximo, é raro ver as famílias incentivar a leitura para o aprendizado ou tempo livre. A partir disso, é pertinente pontuar, os benefícios da literacia familiar e analisar os entraves que impedem esse desenvolvimento no país.
Evidentemente, é válida a ideia que a literacia é uma chave para várias habilidades linguísticas. Tal questão pode ser justificada pelo fato da literacia familliar proporcionar um auxílio na construção de conhecimentos, para quando as crianças começarem a ler, já possuírem contato com novas ideias e estimular a construção do vocabulário. Dessa maneira, o estímulo desde a infância - mesmo que mínimo - já provoca uma grande diferença na construção social desse indivíduo, segundo a Escola de Graduação em Educação de Harvard, proporcionando um desenvolvimento da interação verbal, da motivação, da inteligência emocional. Além disso, a introdução do hábito de leitura familiar promove uma redução nas taxas de ansiedade precoce e potencializa a concentração e o raciocínio, segundo o Instituto de Psquiatria da USP. Logo, é perseptível que o engajamento só possui resultados positivos.
Admite-se, em contrapartida, que os tributos lançados em cima dos livros e o uso exacerbado da tecnologia, são razões para que o incetivo do hábito da construção da leitura seja escasso. Isso ocorre porque, a tecnologia funciona como uma meio de distração rápido e fácil, para o entretenimento infantil, aos olhos dos responsáveis, porém muito prejudicial a saúde segundo os pediatras e psicológos da USP. Por outro lado, observa que a má distribuição de renda, visto que o Brasil possui a segunda concentração de renda mundial, segundo a ONU, também é um entrave para esse acesso. Nesse contexto, segundo dados do IBGE, as pessoas mais vuneráveis tendem a pagar mais impostos e possuírem mais precariedades, prejudicando o acesso ao conhecimento, bem como o aprendizado.
Percebe-se, como resultado, que o engajamento da literacia familiar proporciona muitos benefícios a população, em desenvolvimento educacional, mas ainda requer uma ampliação dessas bases. Portanto, cabe ao Ministério da Educação, por ter o papel de fornecer um acesso de qualidade da educação, ratificar o projeto “Conta para mim”. Tal ação deve ocorrer por meio da expansão das redes sociais para comerciais de TV, outdoors, palestras em escolas com pedagógos, por exemplo e a fim de proporcionar um vínculo com a leitura e com a família, promovendo a sociabilidade com excelência.