A importância da literacia familiar em debate no Brasil

Enviada em 07/01/2021

A alfabetização é um pilar fundamental para a formação de uma criança em quanto cidadão. Desse modo, se torna evidente a importância do incentivo familiar em relação ao jovem realizar o ato de ler, desde dos seus primeiros anos de vida. Entretanto, são observados diversos obstáculos, com frequência ressaltamos a forte desigualdade social presente no Brasil que está estritamente relacionada com os altos preços dos livros e a má qualidade de ensino nas escolas públicas.

Em primeira análise, é necessário demonstrar como o elevado preço dos livros influenciam diretamente no índice de analfabetos no Brasil. De acordo com o site Nielsen em 2013, o preço médio dos livros no território nacional giravam em torno de trinta e quatro reais. Concomitantemente com esse dado, o site Exame em 2012 demonstrou que existem famílias com renda familiar de apenas duzentos e noventa um reais por mês. Por consequência, conclui-se que essas pessoas com alta vulnerabilidade social que não possuem renda para pagar contas úteis, como água e luz, não irão ter dinheiro para comprarem livros que incentivam o seu filho a criar o hábito da leitura.

Além disso, o precário ensino púlico oferecido pelo Governo Federal no país, é um dos problemas enfrentados pela sociedade em relação a formação de um indivíduo com alto nível de conhecimento. Por exemplo, conseguimos evidenciar essa precariedade na telenovela Malhação- Viva a diferença reexibida em 2020 pela Rede Globo. No qual demonstra como é a vida de um grupo de amigas, que algumas estudam no ensino público e outras no privado, em que se observa durante a trama, uma diferença exacerbada na infraestrutura de um colégio público para um privado. Tendo como exemplo a biblioteca das duas escolas, onde na privada se encontra diversos livros e na pública somente algumas prateleiras com livros para os estudantes. Nesse sentido, se torna evidente o descaso governamental com os alunos da rede pública.

Portanto, medidas são necessárias para resolver os impasses vigentes na sociedade. Para isso, o Governo Federal, órgão de máxima autoridade no Brasil, em parceria com o MEC e as livrarias, como Leitura, Saraiva, entre outras, devem criar bibliotecas públicas em lugares com pessoas na situação de vulnerabilidade social, propriciando livros de alta qualidade em conhecimento e, também abastecer as escolas da rede pública com mais livros. Dessa forma, buscando minimizar o impacto que a desigualdade social gera no assunto da educação e, amenizar o descaso do Governo em relação aos estudantes de escola pública.