A importância da literacia familiar em debate no Brasil
Enviada em 11/01/2021
Platão, filósofo grego, afirmou, por meio do Mito da Caverna, que o conhecimento na Terra são sombras e defendeu uma investigação filosófica na busca e apreensão da realidade. No século XXI, alguns temas ainda reforçam essa ideia. A reflexão em torno da literacia familiar no Brasil é imprescindível. Sobre esse aspecto, convém analisar os impactos da ausência de livros e como a ineficiência da escola em criar o hábito de ler contribui em sua perpetuação na sociedade.
Em primeira análise, nota-se o quão importante é o conhecimento na contemporaneidade. Entretanto, no Brasil, o hábito de ler não é amplamente evidenciado, principalmente no ambiente familiar .Nesse sentido, observa-se que segundo pesquisas do IBGE 11 milhões de brasileiros são analfabetos, o que impede a obtenção de educação por meio de livros. Assim, um direito garantido na Constituição Federal, na realidade, se tornou um privilégio, que impacta diretamente a qualidade de vida, já que a falta de leitura impede a criação de senso crítico, desenvolvimento profissional,comunicação eficiente e principalmente uma ascensão social.
Em segunda análise, evidencia-se que a didática empregada nas academias intensifica o desafio. Nessa perspectiva, literaturas complexas nos primeiros anos de graduação, com linguagem rebuscada em detrimento de gêneros destinados ao público juvenil ,contribuem diretamente com o baixo interesse pela leitura. Aliado a isso, obras como “Vidas Secas” de Graciliano Ramos, expõem o pouco desenvolvimento de determinadas regiões o que obriga uma família a se retirar do sertão em busca de sobrevivência. Com isso, locais como o norte brasileiro possuem pouca infraestrutura, com a inexistência de bibliotecas públicas para os cidadãosna maioria dos municípios.
Logo, é inadmissível que os impactos e as maneiras pouco eficientes de fomentar o gosto pela literacia continuem a pendurar. Depreende-se, portanto, a necessidade de se identificar esses obstáculos. Para isso, cabe ao Ministério da Educação, aliado ao Ministério do Desenvolvimento Regional, a reformulação da didática literária, na qual, por meio do investimento na criação e ampliação do acervo em livrarias, os estudantes escolherão livremente as melhores obras em consonância com aulas que irão incentivar a leitura ao demonstrar os diversos benefícios. Ademais, bolsas em dinheiro serão disponibilizadas aos analfabetos com a intenção de atenuar esse índice e proporcionar uma maneira de poder estudar. Dessa forma, os estudantes contagiarão suas famílias que agora alfabetizadas em conjunto poderão usufruir do conhecimento e a reflexão proposta por Platão concluirá seu objetivo.