A importância da literacia familiar em debate no Brasil

Enviada em 10/01/2021

O Filósofo francês Jean-Paul Sartre defende que cabe ao ser humano escolher seu modo de agir, pois este seria livre e responsável. No entanto, percebe-se a irresponsabilidade da sociedade no que concerne à questão da negligência governamental diante da importância da literacia familiar. Nesse contexto, percebe-se a configuração de um grave problema de contornos epecíficos, em virtude da ineficácia de políticas públicas e do silenciamento que agravam a situação.

Em primeiro plano, é preciso atentar para a ineficácia de políticas públicas presente na questão. Nessa perspectiva, Abraham Lincohn, célebre político americano, disse que a política existe para servir o povo e não ao contrário. Contudo, em relação a literacia familiar essa afirmação de lincohn não se faz presente, uma vez que o Poder Público não serve o povo com ações que solucionem entraves, como a falta de subsídios necessários para facilitação dos grupos mais vulneráveis, a título de exemplo das famílias que residem no interior das cidades, aos materiais literários, visto que são fatores que contribuem para a permanência da problemática no país. Assim, sem uma política comprometida, a resolução de tal fato é praticamente utópica.

Além disso, outra dificuldade enfrentada é a questão da escassez de conhecimeto social, pelas quais o problema persiste. Segundo o filósofo Emmanuel Kant, “pensamentos sem conteúdo são vazios e instituições sem conceitos são cegas”. Com efeito, embora esse pensamento não tenha sido escrito sob esse viés social, percebe-se que a ideia se relaciona à questão da baixa literacia familiar no Brasil, já que o Estado não promove nenhuma ação conscientizadora com o fito de educar a sociedade para lidar com o revés e por isso, os pais e demais famíliares não sabem da importância da literacia para seus filhos o que afeta o desenvolvimento pessoal e crítico das crianças e dos jovens. Dessa forma, é inadmissível que esse cenário continue a perdurar.

Torna-se imperativo, então, desenvolver medidas que ajam sobre o problema. Como solução, é preciso que as escolas, em parceria com a prefeitura, promovam um espaço para rodas de conversa e debates sobre a importância da literácia familiar no ambiente escolar e invistam em projetos que visam obter livros para doar as classes mais vulneráveisl. Tais eventos podem ocorrer no período extraclasse, contando com a presença dos professores e convidados especialistas no assunto,. Além disso, tais reuniões não devem se limitar aos alunos, mas ser abertos à comunidade, a fim de que mais pessoas compreendam questões relativas a falta de subsídio que afetam a população de baixa renda e se tornem cidadãos mais atuantes na busca de resoluções.