A importância da literacia familiar em debate no Brasil
Enviada em 11/01/2021
A pandemia do novo coronavírus acarretou diversas adaptações na vida do cidadão brasileiro, visto que medidas como o isolamento social foram impostas pela Organização Mundial da Saúde a fim de evitar a propagação da doença. Em virtude disso, escolas fecharam suas portas por tempo indeterminado e os jovens estudantes precisaram dar continuidade aos estudos em casa com ajuda de seus familiares. Nesse sentido, entra em debate a importância da literacia familiar no País, a qual possui determinados impasses, como a falta de incentivo e o vício geardo pelas novas tecnologias.
Primordialmente, deve-se enfatizar a ausência de estímulo à prática da leitura. Sob esse viés, de acordo com a pesquisa realizado por “Retratos da Leitura no Brasil”, o hábito de ler dos pais tem grande influência no comportamento leitor dos filhos. Desse modo, cabe aos progenitores prestarem um maior apoio às crianças nesse quesito, haja vista que o costume de pegar um livro e usufruir de seu conteúdo permite aprimorar o vocabulário e escrita, além de contribuir na jornada acadêmica e no exercício de cidadania.
Outrossim, é imperativo destacar a acomodação dos menores de idade causada pelas redes sociais. Diante disso, segundo a plataforma “Intel Security”, 83% dos usuários entre 8 e 12 anos já estão ativos na internet. Nesse contexto, faz-se necessário que aconteça uma supervisão rigorosa por parte dos pais com a orientação sobre os riscos presentes no mundo virtual e os impactos observados na fase de alfabetização, como o baixo rendimento e o desinteresse pelas atividades de letramento.
Sendo assim, providências precisam ser tomadas com urgência para alterar esse cenário. Para tanto, o Ministério da Educação, por meio de campanhas publicitárias, deve investir na divulgação do programa “Conta pra Mim” - iniciativa que promove práticas de ensino com narrações de histórias, jogos e exercícios artísticos - com intuito de auxiliar os responsáveis dos alunos no ensinamento das capacidades de ler e escrever. Feito isso, o Brasil conseguirá valorizar a relevância da literacia familiar e, consequentemente, a educação infantil.