A importância da literacia familiar em debate no Brasil
Enviada em 11/01/2021
No filme “O pequeno príncipe”, a trama desenvolve-se a partir de uma relação, entre um idoso e uma criança, criada pela leitura. No entanto, esse hábito não se constata na realidade social brasileira. Sendo assim, a importância da literacia familiar existe não só para diminuir os índices de analfabetos no país, mas também para incentivar o interesse fraterno na particação da vida escolar dos filhos.
Em primeiro lugar, é importante destacar o efeito do leitura no combate ao analfabetismo no Brasil. Segundo o autor Max Weber, a desigualdade social é oriunda da desigualdade entre os próprios homens. Dessa forma, o acesso igualitário à leitura é imprenscindível para conter os níveis do analfabetismo no país, ou seja, esse hábito deve ser desenvolvido não só para o benefício individual, mas também social. Por isso, é necessário que o governo federal invista financeiramente nas redes públicas de ensino, na medida em que a leitura é um direito básico e não um “favor social”.
Além disso, a participação dos pais na vida escolar dos filhos pode ser fomentada pela leitura. Segundo o autor George Simmel, a “atitude blasé”, indiferença frente aos problemais sociais, é uma característica explícita em cidades grandes. Paralelamente, o desinteresse dos pais gera a atitude indiferente dos filhos frente a leitura, ou seja, a importância da prática em conjunto é benéfica tanto para a inserção dos adultos na realidade educacional quanto para as crianças. Por isso, é necessário que a família esteja inserida na realidade estudantil, com o fim de construir uma sociedade que prioriza a literatura.
Portanto, é necessário que o Estado interfira nessa questão. Para que o nível de analfabetismo e a indiferença paterna frente a leitura seja controlada, urge que o Ministério da Educação, garanta, por meio de propagandas midiáticas, veículos de incentivo à literacia, como e-books gratuitos e sebos populares nos bairros, com o fim de tornar a leitura um hábito e não uma obrigação. Somente assim, essa prática será vista como um meio de revolucionar espaços e inclusive a si mesmo.