A importância da literacia familiar em debate no Brasil
Enviada em 14/01/2021
O Renascentismo foi um movimento cultural que começou no fim da Idade Média, ou seja, dando início à Era Moderna, nesse movimento, houve uma revolução na popularização do conhecimento, o que gerou a construção de várias bibliotecas. Nesse cenário, em contraposição, no Brasil, hodiernamente, ainda, percebe-se uma grande carência no que tange ao consumo de literatura, principalmente entre jovens e crianças, majoritariamente devido à desigualdade econômica, inclinando a assimetria entre as classes. Assim, é necessária uma análise tanto do valor escolar da literatura quanto a importância dessa na formação da criança para entender a importância da literacia familiar no Brasil.
É importante ressaltar, primeiramente, o pensamento do sociólogo Pierre Bourdieu em que a escola realiza uma violência simbólica ao desconsiderar os chamados capitais dos alunos, demandando conhecimentos por eles não adquiridos em seu processo de formação. Destarte, a literacia familiar na infância permitiria que, em um ambiente acadêmico no qual perdura tal violência, a criança se desenvolver de modo a ultrapassar tais obstáculos, ajudando no processo de formação e enriquecimento do conhecimento. Logo, nota-se expressiva consolidação da importância da literacia no processo de formação do indivíduo.
Outrossim, é imperativo pontuar a ideia do filósofo Kant, esse diz que “o homem não é nada além do que a educação faz dele”, em vista disso, é pertinente demonstrar o caráter basilar da literatura. Ademais, de acordo com Lacan, “todos os tipos de coisas se comportam como espelhos”. Observa-se, deste modo, que o papel dos pais é fundamental para o desenvolvimento da criança, haja vista que os comportamentos, como práticas de leitura, realizados por esses são refletidos como espelhos aos filhos, moldando seus comportamentos, e, então, influenciando-os no consumo de literatura. Nesse âmbito, cabe-se observar a importância familiar, nessa conjuntura, ao corroborar com a literacia.
Infere-se que, ante aos fatos mencionados, urge uma solução com finalidade de resolver tal problemática. Portanto, o Estado, como mantenedor da ordem social, deve, mediante manejo do Tesouro Nacional por intermédio de órgãos fazendários, para realizaçaõ de investimentos, junto ao Ministério da Educação, criar bibliotecas públicas atreladas às escolas de regiões pobres, as quais possuem baixos índices de educação, adaptadas com ambientes familiares, para que os pais possam passar o tempo com seus filhos, bem como em “playgrounds”, a fim de reforçar a literacia familiar. Por fim, proporcionar-se-á uma sociedade menos desigual que compactua com o ideal renascentista.