A importância da literacia familiar em debate no Brasil
Enviada em 14/01/2021
É preciso que a leitura seja um ato de amor. Em analogia ao professor e filósofo Paulo Freire. A introdução a leitura na infância é de suma importância, sendo um vetor relevante para o desenvolvimento cognitivo, pessoal e educacional. No entanto, em países subdesenvolvidos e periféricos como Brasil o incentivo a literacia familiar ainda é tido como privilégio e, por sua vez, não abrange sua população em totalidade por questões socioeconômicas e educacionais. Desse modo, são necessárias medidas governamentais e civis que debatam o valor da literacia familiar como meio de ascensão social no país.
Primeiramente, a desigualdade existente na patria segrega e impossibilita o acesso de famílias menos abastadas financeiramente do acesso a livros físicos e digitais. Segundo dados do Programa Internacional de Avaliação de Alunos (PISA) 51% dos estudantes estão abaixo do nível 2 em leitura, que é considerado o patamar básico. Todavia, a enfraquecida colocação se deve pela baixa fomentação governamental quanto a projetos voltados para leitura infanto-juvenil em escolas e bibliotecas públicas em bairros periféricos da nação.
Ademais, a instigação ao hábito de ler promove a evolução social e individual do leitor. Visto que, a leitura impulsiona e galga caminhos possibilitando a entrada no mundo acadêmico, mercado de trabalho e para melhor exercício da cidadania. Contudo, segundo o filósofo Immanuel Kant, homem não é nada além daquilo que a educação faz dele. Assim, a promoção da leitura familiar na sociedade contemporânea se faz necessária e fundamental para o desenvolvimento da comunidade como um todo para melhoria de índices educacionais, sociais e econômicos.
Portanto, diante dos fatos e dados apresentados medidas são necessárias para mitigação do empasse em questão. O Ministério da Educação (MEC) deve promover campanhas do incentivo a leitura familiar, através de palestras e campanhas midiáticas. Ainda por parte do (MEC) deve ocorrer a implementação de aulas extra classe voltadas ao debate de obras literárias brasileiras, fomentando o pensamento critico e a valorização da literatura nacional. Por parte do Governo Federal (GOV) e Ministério da Economia (ME) cabe a diminuição da tributação sobre livros tanto físicos quanto digitais para possibilitar uma melhor acessibilidade a classes mais pobres. Sendo assim, contribuiria para diminuição da desigualdade e aumento da equidade.