A importância da literacia familiar em debate no Brasil

Enviada em 12/01/2021

Na obra “A menina que roubava livros” a jovem Lizzy é um refugiada da II Guerra Mundial e, na família que a abriga, ela é ensinada e incentivada a ler, ato que se torna sua paixão. Analogamente, a literacia familiar é de suma importância, inclusive no Brasil, pois colabora para a formação da personalidade e no futuro acadêmico.

Cabe destacar, em primeiro plano, que segundo a neuropsicologia a personalidadde da criança é formada até os 10 anos de idade. Assim, com o incentivo à leitura em casa, ela desenvolve um caráter mais participativo em sala de aula, pois tem a imaginação mais fértil e consegue expor suas proposições com mais clareza do que aquelas que não possuem esse hábito, de acordo com a pedagoga Cláudia Onofre. Além disso, a criança desenvolve senso de moral e ética, devido as lições que as histórias carregam, como na fábulo de “O leão e o rato”, que ensina que não se deve julgar alguém pelas características físicas. Ensinamento este, que ajuda a promover um ambiente escolar com menos bullying.

Ademais, conforme Antônio Lobo, “Um povo que lê nunca será um povo escravo”. Desse modo, baseado nesta afirmação, é possível dizer que a literacia familiar colabora para o sucesso acadêmico do indivíduo, pois este terá facilidade de compreender e relacionar argumentos, além de interpretar textos e questões. Outrossim, o incentivo a essa prática nas casas de famílias de baixa renda, através do programa do MEC “Conta pra mim”, ajuda a diminuir as diferenças pedagógicas que são evidentes no sistema educacional brasileiro entre crianças de baixa e alta renda.

Portanto, a literacia familiar é importante no Brasil, pois auxilia nos desenvolvimentos pessoal e pedagógico. Logo, é necessário que as escolas incentivem o hábito de leitura, atentando-se em famílias perféricas, de modo que as crianças desenvolvam senso de moral e interpretação, colaborando para o aumento das chances de sucesso acadêmico. Somente assim, elas poderão desenvolver amor pela leitura, assim como Lizzy no livro “A menina que roubava livros”.