A importância da literacia familiar em debate no Brasil

Enviada em 14/01/2021

A Constituição Federal de 1988, documento jurídico mais importante do país, prevê em seu artigo 6°, o direito à educação como inerente a todo cidadão brasileiro. Entretanto, tal prerrogativa não tem se manisfestado com ênfase na prática quando se observa os desafios da literacia familiar no Brasil, dificultando, deste modo, a universalização desse direito tão importante. Diante dessa perspectiva, fatores como a desigualdade no ensino e participação da família na apendizagem, são desafios que devem ser superados para que uma sociedade integrada seja alcançada.

A prioi, deve-se ressaltar a ausência de medidas governamentais para combater a desigualdade de ensino no país. Nesse sentido, a literacia familiar consiste na alfabetização de crianças com o auxílio de seus responsáveis, porém uma parcela da população ainda não tem acesso a internet, educação e materiais de qualidade dificultando o acesso ao ensino. Contudo, essa conjuntura, segundo filósofo contratualista John Locke, configura-se como uma violação do contrato social, já que o Estado não cumpre sua função de garantir que os cidadãos desfrutem de direitos fundamentais como a educação, o que é evidente no país.

A posteriori, é fundamental apontar a falta de insentivo familiar no aprendizado como impulsionador do problema. Segundo o Livro Literacia Familiar, escrito por Loudes Mata, ainda se responsabiliza somente as escolas pelo aprendizado e desenvolvimento das crianças. Diante de tal exposto, é por meio da família que as crianças terão o primeiro contato com imagens, modo de falar e agir, sendo que, esta influência se aplicada de forma correta facilitará o desenvolvimento durante sua infância.

Depreende-se, portanto, a necessidade de combater esses obstáculos. Para isso, é imprescindível que o governo, por intermédio da criação de uma lei, converta parte dos impostos arrecadados para o fornecimento de internet para as regiões que carecem deste meio de informação, a fim de proporcionar o acesso à educação de forma igualitária. Necessário também, que a família seja insentivada a participar da educação e desenvolvimento das crianças por meio de campanhas em mídias, publicadas e desenvolvidas pelo Ministério da Educação. Assim, será consolidada uma sociedade permeada pela efetivação, aonde o Estado desempenha corretamente seu “contrato social” assim como afirma Jonh Locke.