A importância da literacia familiar em debate no Brasil

Enviada em 13/01/2021

Para o sociólogo Emile Durkheim, a instituição familiar faz parte do sistema social do indivíduo e é preponderante para a formação ética e moral do mesmo. Sendo assim, a literacia familiar se faz necessário para o desenvolvimento da criança. No entanto, a falta de estrutura familiar de grande parte das famílias brasileiras junto à desigualdade social do país, representa um impasse para esse processo na formação desses jovens. Diante disso, torna-se necessário analisar o cenário social, a fim de entender as causas e consequências dessa problemática e, por fim, encontrar as devidas soluções.

Primeiramente, cabe analisar a estrutura familiar nos lares brasileiros. De acordo com a constituição cidadã de 1988, é direito de todos os cidadãos e dever do estado e da família garantir o acesso à educação visando o pleno desenvolvimento do indivíduo. Nesse sentido, é inegável como o conjunto família e educação torna-se preponderante para o pleno desenvolvimento do cidadão. Porém, em um país marcado pela desestruturação familiar, a educação, infelizmente, não se faz prioritária para a maioria das famílias brasileiras, que em muitos casos, não têm um convivío harmônico e, com isso, o hábito da leitura em família não representa uma realidade e sim, um privilégio social de algumas crianças brasileiras. Assim, enquanto essa desetruturação for regra, a literácia familiar será exceção.

Além disso, é importante ressaltar como a educação contribui para a transformação social do indivíduo. Nessa perspectiva, segundo o educador Paulo Freire, em sua obra “Pedagogia do Oprimido” defendeu que a educação seria capaz de libertar o indivíduo da opressão social. Por isso, mostra-se necessária que a literacia familiar se faça presente na cultura brasileira, uma vez que, contribui para a plena formação do homem. Sob esse viés, o simples ato de ler em família pode mudar a realidade social de diversas famílias pelo país e, por fim, diminuir a desigualdade social. Nesse viés, é imprescindível que a leitura familiar se torne presente nas famílias para que essa atividade não seja mais um fator preponderante para acirrar a desigualdade social no país.

Dessa maneira, medidas são necessárias para solucionar esse impasse no Brasil. Por isso, cabe ao governo federal, por meio do Ministério da Educação, fornecer oficinas de leituras nas escolas públicas e privadas - instituições que desenvolvem sujeitos autônomos- para país e alunos, com a participação de autores brasileiros e pedagogos, a fim de não só incentivar a leitura como, conscientizar os pais acerca da importância dessa prática para as crianças e também sobre a importância de uma estrutura familiar saudável para que ocorra a plena formação das crianças, assim como previu o sociólogo Durkhein. Por certo, com medidas a curto e a longo prazo a literacia familiar não será apenas um previlégio social e sim, a realidade de todos.