A importância da literacia familiar em debate no Brasil

Enviada em 14/01/2021

A literacia familiar- ato de ler para o filho- teve início no século XVI com o Renascimento Cultural. Por conseguinte, tal viés propôs o melhor desenvolvimento sociocultural da população, impulsionando inclusive, a prática da alfabetização. Saindo desse contexto à contemporaneidade, a realidade do processo litarário no Brasil diverge da Europa do século XVI, uma vez que a desigualdade social e alienação parental, impedem que a leitura receba a devida importância.

Em primeira análise, vale destacar que, durante o período colonial brasileiro, as bibliotecas e a alfabetização de qualidade, eram restritas apenas para membros da nobreza. Todavia, diversos problemas relacionados à conjuntura social brasileira, impedem que o acesso aos livros ocorram de forma prático e democrático, uma vez que não há como promover o contato com os livros em uma sociedade marcada pela fome. Além disso, a falta de incentivo dos pais para tornar a leitura um ato prático da infância, é um empecilho para que tal aspecto se torne contínuo. Posto isto, tal conjuntura coincide com a teoria “habitus” do sociólogo Pierre Bourdieu, deixando explícito que a sociedade adere os costumes do meio a passa para as próximas gerações.

Em segundo plano, ainda que medidas tenham sido desenvolvidas para aumentar o índice de leitura, como, por exemplo, o aplicativo “Conta pra mim”, o qual foi desenvolvido pelo MEC a fim de promover uma literacia família, a não valorização desse meio digital perante a sociedade, é um impasse para que a leitura se torne ativa. Além disso, com a pandemia do COVID-19 e o isolamento social para não disseminação do novo coranavírus, uma serie de gibis da conjuntura “Turma da Mônica”, desenvolvido pelo escritor Maurício de Sousa, estão voltadas para os cuidados que se devem ter a fim de evitar o contágio com o vírus. Entretanto, a não valorização desse sistema literário diante do meio social, acaba desestimulando a criança no processo da leitura, tornando futuramente uma escassez de conhecimento crítico e literário diante do meio social.

Portanto, para aumentar o índice de leitura no Brasil, bem como atenuar a desigualdade social quanto ao problema exposto, faz-se necessário que o Estado, em parceira com o Ministério da Educação, desenvolva rodas de leituras nos ambientes escolares, além da distribuição de livros gratuitos para o público mais vulnerável, a fim de promover pessoas com senso críticos diferentes, além de ampliar o conhecimento do cidadão. Ademais, os órgãos públicos, por meio de recursos do FUNDEB devem promover um sistema de recompensas para os alunos, em que a cada livro que o aluno ler, terá descontos em parques e cinemas, por exemplo, com o intuito de incentivar o cidadão na leitura.