A importância da literacia familiar em debate no Brasil

Enviada em 14/01/2021

O livro ‘‘A guerra que salvou minha vida’’ de Kimberly Bradley, aborda a história de Ada, uma garota que usa o contexto da Segunda Guerra Mundial para fugir de casa por um desastre ainda pior: a desestrutura que ela vivenciava em casa desde que nasceu e a ausência de um pai e uma mãe. Após encontrar um novo lar, Ada descobre um mundo novo por meio dos livros que seus novos criadores proporcionam, realidades que ela se quer pensava que existiria. Fora da história, esse contexto de ausência parental ainda é muito frequente na sociedade brasileira, fato que ocorre devido à negligência da família e a omissão do Estado.

Em primeiro plano, é necessário ressaltar a importância dos pais na formação intelectual e crítica dos filhos. Nesse sentido, segundo o folósofo Aristóteles o ser humano é um indíviduo social e político e portanto, carece do convívio em grupo. Seguindo essa perspectiva, são indispensáveis ações motivadoras por parte da família no que tange a educação e a moldagem do caráter, entretanto, a cultura do “Ensinar sem dar exemplo”, impregnada na sociedade, corrompe o que foi descrito pelo filósofo, o que acarreta na banalização da função familiar no processo educacional das crianças e jovens.

Paralelo a isso, há os interesses Governamentais em permanecer com os ideais arcaicos do Colonialismo Etilista. De acordo com o Darwinismo Social, o indivíduo é produto direto do meio em que vive, sendo transformado ao longo do tempo conforme suas necessidades. Dessa maneira, para perpetuar com os ideiais retrógrados que consistem em formar pessoas com pensamentos rudimentares e, consequentemente, vuneráveis, o Estado não influencia a participação da família na construção do aprendizado. Esse panorama suscita a Inércia em massa, ou seja, pessoas que por não terem noção da realidade em que vivem, pouco agem para mudá-las na presença de injustiças.

Logo, é dever do Governo e da mídia promover a literacia familiar. Dessa forma, cabe ao Ministério da Educação e as grandes redes televisivas esclarecer a necessidade da participação do corpo parental no processo educacional por meio de campanhas e novelas - que dever ser disponibilizadas em plataformas de ‘‘streaming’’ e redes sociais - que retratem as diferenças que há quando o processo de ensino é feito de forma ativa e exemplificada pelos pais, e quando as crianças são apenas cobradas e não motivadas. Por intermédio de tais atos, haverá a formação de indivíduos autonomos que lutam contra a perpetuação de Ideiais Elitista, como foi descrito pelo Darwinismo Social.