A importância da literacia familiar em debate no Brasil
Enviada em 17/02/2021
Conforme o ex-presidente da África do Sul, Nelson Mandela, “A educação é a arma mais poderosa que você pode usar para mudar o mundo”. Nesse ínterim, percebe-se que graças à falta de incentivo à leitura, existente na atual sociedade, a consolidação da literacia nas bases familiares brasileiras torna-se uma realidade, por ora, inalcançável. Dessa forma, pode-se apontar o desinteresse parental na educação da prole e sua preocupação com a obtenção de bens como fatores impulsionadores dessa problemática.
É importante ressaltar, primeiramente, que devido à ausência de estímulos ao investimento em livros, juntamente com o abandono por parte dos responsáveis legais, gera-se empecilhos para a inserção da cultura literária nas terras tupiniquins. Ilustra-se, pois, o livro “A criança terceirizada”, do Dr. José Martins Filho, no qual o autor caracteriza o abandono das responsabilidades parentais, que são colocadas nos eletrônicos, um fenômeno comum no mundo contemporâneo. Assim sendo, nota-se que ao mostrarem desinteresse pela criação dos próprios filhos, os pais deixam que a Internet os eduque, o que faz com que as crianças optem por estarem conectadas ao mundo virtual ao invés de mostrarem apreço pelo mundo da leitura.
Destarte, destaca-se que em razão da negligência à significante importância que os livros têm, somada à prioridade dada pela família moderna a bens materiais, a implantação da literacia familiar na nação, faz-se utópica. Exemplifica-se, então, que desde a Revolução Industrial, criou-se o pensamento de que o ter, a obtenção de bens materiais, é mais importante que o ser, a aquisição de conhecimento. Dessa maneira, as últimas gerações vêm criando seus descendentes com o ideal de que mais importam presentes caros a momentos familiares nos quais a introdução à literacia, ou seja, práticas de linguagem oral, leitura e a escrita, poderia ser estimulada.
Evidencia-se, portanto, que medidas devem ser tomadas para amenizar o atual quadro desse entrave. Urge ao Ministério da Educação, em parceria com as famílias verde-amarelas, a criação de programas integrais que visem desenvolver e incentivar, por meio da disponibilização de livros e atividades lúdicas, a formação do imaginário dos pueris desde cedo, a fim de promover a importante cultura da literacia familiar, afastá-los do excesso de uso das telas e aproximá-los da sapiência. Somente desse jeito, será possível introduzir com efetividade o pensamento de Nelson Mandela na Terra de Santa Cruz.