A importância da literacia familiar em debate no Brasil
Enviada em 12/04/2021
Na obra “Fahrenheit 451” do escritor Ray Bradbury, Clarissa é um personagem que recebe destaque por ser uma jovem questionadora e inteligente que, graças a sua famíla, cresceu com o hábito da leitura em uma sociedade que abomina livros. Saindo da ficção e indo para a realidade, é notório que assim como Clarissa, jovens que são estimulados a ler crescem com uma melhor capacidade cognitiva. Desse modo, é importante discutir como a literacia familiar tem impacto civil, social e econômico positivo nos futuros cidadãos e como, apesar dos benefícios, ela não é adotado pela família devido à crise econômica no Brasil.
De início, percebe-se que, segundo o pedagogo Paulo Freire, a educação é um ato político que liberta o indivíduo por meio da consciência crítica. Isso porque a educação infantil tem influência direta no desenvolvimento cívico-moral do ser humano durante a vida, uma vez que, uma criança letrada tende a se tornar um adulto consciente sobre seus direitos e deveres. Além disso, a literacia é uma forma de “quebrar” do ciclo da pobreza de boa parte das famílias brasileiras, já que o desenvolvimento intelectual, que a leitura proporciona, garante vagas em boas universidades públicas que darão maiores oportunidades e perspectiva de futuro a essas crianças.
Entretanto, é perceptível que, segundo o MEC (Ministério da Educação) mais de 50% dos alunos que participaram da Avaliação Nacional de Alfabetismo, não são leitores proficientes. Esse infeliz cenário, ocorre porque a grande maioria dos responsáveis brasileiros, adulto influenciador da educação do dependente, não possui o hábito da leitura por falta de estímulo financeiro e de tempo. Uma vez que, os encargos das obras literárias são altos, incondizente com a renda mensal de mais da metade da população brasileira, além disso, os provedores de uma família tendem a passar maior parte da rotina diária trabalhando, o que inviabiliza a leitura habitual, visto que a jornada de trabalho é enfadonha. Isso implica também na rotina da criança, que acaba por não ter o exemplo, não praticando a literacia.
Assim, com o intuito de introduzir a literacia familiar no Brasil, o Ministério da educação , órgão responsável pela garantia do direito à educação, deve estimular não apenas a leitura das crianças mas também a dos pais. Isso por meio de propagandas que discutem a respeito dos benefícios da leitura em família e pela diminuição dos impostos cobrados nos livros, para ser uma atividade acessível à renda do brasileiro. Tudo isso com a finalidade de estimular a leitura entre pais e filhos e garantir uma infância produtiva e vida adulta consciente a todos.