A importância da literacia familiar em debate no Brasil
Enviada em 09/04/2021
O sociólogo francês Pierre Bordieu, estabelece a existência de dois níveis no processo de socialização, e um deles deve ocorrer na infância e se desenvolver no contato com as relações familiares. É por essa razão que, é de suma importância a interação dos pais na literacia familiar, como também as escolas contribuem nessa atividade educacional de desenvolvimento da criança.
Primeiramente, é notório que há uma negligência de muitos pais nesse processo educativo. O artigo 4º do ECA (Instituto da Criança e do Adolescente), diz que é dever da família, governo e sociedade em geral na educação e formação da criança. Diferente da realidade, essa função dos responsáveis não é presenciada em diversos ambientes familiares, de modo que é depositado total competência para os estabelecimentos de ensino, causando sérios prejuízos no crescimento cognitivo do infantil.
Em segundo lugar, ainda existe uma percepção exacerbada que as instituições escolares é a única que dispõem do dever de zelar para uma boa preparação dos jovens. Segundo Carlos Nadalim, Secretário de Alfabetização, é um erro afirmar que práticas de literacia só podem ser cultivadas por leitores hábeis. Tal comentário só sustenta que, a falta de conhecimento sobre o respectivo assunto se torna cada vez mais comum, de modo que os cuidadores de recuam a realizarem ações que devem e podem ser desempenhadas até mesmo desde a gestação.
Portanto, medidas são necessárias para mitigar essa problemática. As escolas,em parcerias com a famílias, devem inserir em discussão sobre o tema tanto no ambiente doméstico quanto no estudantil, por meio de campanhas e palestras, com a participação de psicólogos e especialistas, que debatam acerca da notabilidade do ponto abordado, a fim de desenvolver um pensamento mais crítico nos pais e responsáveis. Além disso, é importante que o Governo Federal, proporcione um fácil acesso a sites já criados para as famílias ajudarem na amplificação didática juntamente com as escolas, como cita o sociólogo Pierre Bordieu.