A importância da literacia familiar em debate no Brasil

Enviada em 12/04/2021

De acordo com a Constituição Federal de 1988, a família é um dos principais fatores para o desenvolvimento social e intelectual da criança, ou seja, o indivíduo que possui uma literacia familiar desde pequeno será mais sociável e terá uma melhor aprendizagem futura. Entretanto, tal questão ainda é deturpada, uma vez que ainda há negligência por parte dos pais, além da falta de preocupação do Estado para com a educação do cidadão  fora do ambiente escolar.

Em primeira análise, é importante destacar a teoria “habitus” do sociólogo francês Pierre Bourdieu, o qual cita que o ser humano tende a interiorizar o seu exterior, isto é, reproduzir práticas presentes no seu dia a dia. Dessa forma, um ambiente familiar com escassez desse tipo de educação gera crianças menos interessadas no conhecimento, visto que não será uma pratica diária. Sendo assim, faz-se necessário a participação dos pais - como também tios, avós- no processo de aprendizagem do indivíduo.

Ademais, também vale ressaltar o papel do Governo em relação ao processo educacional distante das escolas. Segundo o filósofo Immanuel Kant: “o homem é o produto de sua educação”. Posto isso, cabe também ao Estado preocupar-se com a educação do indivíduo, o qual começa primordialmente em ambiente familiar. Por isso, torna-se fundamental ações governamentais que visem o aumento da literacia familiar.

Portanto, é mister que o Governo Federal tome providências para salientar a importância da educação em família. A fim de conscientizar as famílias a respeito de tal relevância, faz-se indispensável que o Ministério de Educação e Cultura (MEC) crie, por meio das redes sociais, campanhas publicitárias que detalhem a alta significância da literacia familiar para o desenvolvimento racional, crítico e social da criança. Diante disso, só assim será possível colocar em prática a condição apresentada pela Constituição Federal citada anteriormente.