A importância da literacia familiar em debate no Brasil
Enviada em 10/04/2021
Em outubro de 1988, a Carta Magna do Brasil foi promulgada com o intuito de garantir os direitos mais básicos aos brasileiros, como o acesso à educação. Na prática, no entanto, é perceptível o pouco incentivo à alfabetização e à leitura por parte do poder público - o que vem, muitas vezes, através de iniciativas privadas, como o “Leia para uma criança”, do Banco Itaú. Nesse sentido, convém analisar não só a despreocupação do governo com esse empecilho, mas também os desafios para concretizar um melhor processo de alfabetização no país.
Em primeira análise, é válido ressaltar que a Constituição Federal de 1988, em seu artigo 205, propõe assegurar a educação a todos os cidadãos brasileiros. Na realidade, todavia, é claro o descaso para com o ensino básico, haja vista os índices alarmantes que informam mais de 11 milhões de indivíduos em situação de analfabetismo no país, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Além disso, a maioria dessas pessoas tem mais de 60 anos, ou seja, esse impasse é resultado de vários governos que deixaram tal problemática em segundo plano. Sendo assim, é imprescindível o engajamento imediato de órgãos governamentais em prol de melhorias por toda a nação, a fim de que se altere essa conjuntura que perpassa décadas.
Cabe destacar, ainda, que a educação é a arma mais forte para mudar o mundo, de acordo com Nelson Mandela - um importante nome na luta pela redução das desigualdades na África do Sul, um país emergente assim como o Brasil. Desse modo, seria possível transformar a sociedade e deixar para trás os preconceitos e a ignorância. Porém, no território brasileiro, as desigualdades sociais, que tiram o prestígio e poder de fala desses indivíduos, e a discrepância das estruturas e da qualidade dos locais de ensino só poderão ser resolvidas com um plano que almeje garantir, de fato, a democratização do acesso à educação básica, à medida que envolve a iniciativa do governo juntamente com a comunidade civil.
Diante do exposto, ficam claros, portanto, os desafios enfrentados para acabar com o analfabetimo no Brasil. Sendo assim, cabe ao Ministério da Educação, por meio de verbas públicas destinadas à contratação de profissionais da educação, buscar um melhor aproveitamento do Programa Nacional de Alfabetização(PNA), proposto em 2019. Essa medida deverá aprimorar as técnicas do desenvolvimento de aprendizagem e de ensino, a fim de aumentar os índices de alfabetização, bem como de promover cidadãos mais sapientes e menos excluídos. Assim, o direito previsto pela “Constituição Cidadã” poderá ser assegurado de forma justa e concreta.