A importância da literacia familiar em debate no Brasil
Enviada em 10/04/2021
" Uma nação se faz de homens e livros", essa frase de Monteiro Lobato, escritor brasileiro, reverbera a imprtância da leitura na formação do corpo cívico. Nesse sentido, no panorama brasileiro, é necessário o debate sobre a função da literacia familiar como uma ferramenta para o desenvolvimento intelectual e cognitivo dos indivíduos, sobretudo das crianças. Entretanto, mesmo a família possuindo um papel primordial na contrução do hábito de ler e escrever, por vezes, é perceptível o descompromisso com tais esferas. Dessa forma, tanto o pouco incentivo familiar para a prática literária quanto a cultura de que a atividade de literacia é função, apenas, da Escola são empecilhos para a sapiência humana.
Pecipuamente, é válido a análise do pensamento de John Locke, filósofo contratualista, o qual descreve que ao nascer o ser humano é como uma “Tábula Rasa” e, a partir das experiências e do convívio social, constrói a sua identidade. Nessa perspectiva filosófica, nota-se que as crianças estão em um processo de formação social, cultural, intelectual e os livros contribuem, veementemente; assim a família tem a atribuição de estimular o gosto pela leitura e pela escrita, mas, em alguns casos, mostra-se inerte, já que não cultiva tais práticas. Desse modo, lastimavelmente, o desenvolvimento crítico e as oportunidades das crianças são comprometidas, uma vez que a literacia impulsiona a evolução e a prosperidade desses cidadãos.
Ademais, de acordo com o Artigo 205°, da Constituição Federal de 1988, a educação é um direito de todos e dever do Estado e da Família. No entanto, distanciando-se dessa lei, no Brasil, observa-se que existe uma cultura de que a responsabilidade de formar o intecto das crianças é, exclusivamente, das escolas e ,assim, as famílias enraízam esse pensamento , como consequência mostram-se omissas a essa atribuição estabelecida na Carta Magna. Tal falácia, disseminada na sociedade brasileira colabora para a falta de prática literária nos lares, pois os pais dessas crianças- os quais deveriam ser protagonistas nesse incetivo- desconhecem seus papéis primordiais. Logo, medidas precisam serem tomadas para assegurar o direito à educação de qualidade às crianças, prescrito na Contituição.
É fulcral, portanto, que a sociedade brasileira reconheça o valor da literacia familiar para o corpo cívico. Dessa maneira, cabe ao Ministério da Educação estabelecer, junto às escolas, reuniões mensais com os familiares dos alunos, bem como visitas domiliciliares , para debaterem sobre a importância da literacia familiar na construção dos indivíduos e na consolidação do hábito de ler e escrever; tais reuniões devem ser ministradas por sociólogos e psicólogos, a fim de romper com a raiz de que esse costume deve ser fomentado apenas pelas instituições educacionais. Somente assim as famílias aprenderão à valorizar a leitura como Monteiro Lobato.