A importância da literacia familiar em debate no Brasil
Enviada em 13/04/2021
De acordo com a teoria da ‘’tábua rasa’’ de John Locke, filósofo Inglês, afirma que os seres humanos nascem como uma folha em branco que é preenchida com as experiências vividas. Sob essa perspectiva, a família é o primeiro contato da criança com o mundo exterior, e por isso ela deve desenvolver o papel da literacia, que é educar e incentiva-las cognitivamente, com leitura e brincadeiras. Porém, muitas não atuam com esse papel, além de muitas vezes é passada a responsabilidade somente para escolas.
Primeiramente, é válido analisar que pela constituição de 1988, a educação é dever da família e do estado a acessibilidade a ela. Nessa análise, é importante que tanto a família quanto o Estado, busquem meios para que as crianças tenham boa educação e uma boa compreensão das coisas ao seu redor. Diante disso, dialogando com o livro do Educador brasileiro Paulo Freire ‘’a importância do ato de ler’’, afirma que a leitura não é somente a decodificação da palavra escrita, mas também o entendimento crítico do mundo. Nesse sentido, ao incentivar uma criança e adolescente a leitura ajudará para entenda o mundo e também se relacione melhor com ele.
Além disso, muitos responsáveis pela literacia das crianças, acabam negligenciando, por causa da falsa ideia de que somente o ambiente escolar é o encarregado da educação. Nesse sentindo, segundo o filósofo brasileiro Mario Sergio Cortella, as famílias confundem escolarização com educação, esquecendo que é apenas uma parte dela, e que educar é papel da família. Com isso, além de redirecionar o processo educativo para os colégios, ainda deixam a internet como forma de educar, não se importando com a passividade da criança diante somente de informações vindas a ela, como exemplo de assistir um desenho na TV. E com isso, o papel importante dos familiares de incentivar o processo cognitivo é terceirizado.
Por conseguinte, é necessário que medidas sejam tomadas para atenuar a problemática. Por isso, o Estado, juntamente com o Ministério da Educação, deve criar programas para que a escola e família trabalhem juntos para o processo de crescimento intelectual das crianças, como o ‘’conta para mim’’, que tem o objetivo de incentivar a leitura desde a infância principalmente entre as pessoas marginalizadas da sociedade, diminuindo a desigualdade. Paralelamente a isso, o poder público deve redirecionar recursos para campanhas midiáticas e publicitárias, para que saibam da importância da leitura na infância e que os familiares devem ter um protagonismo diante disso. E assim, espera-se que acelerem traslados o problema da não literacia familiar no Brasil.