A importância da literacia familiar em debate no Brasil
Enviada em 12/04/2021
Na obra “Utopia“ (1516), o filósofo Thomas Morus idealiza uma organização política pautada em uma harmonia social completa, sem espaço para conflitos e a diversidade. Desde então, essa filosofia impulsionou o desejo das civilizações de alcançar tal objetivo. Contudo, na contemporaneidade, a falta da literacia familiar no Brasil tem impossibilitado a consolidação dessa sociedade funcional. Diante desse quadro, é interessante analisar essa questão no país.
Em primeiro lugar, observa-se que o Poder Público se mostra negligente ao permitir essa falta da literacia familiar. Isso porque existe uma falha no processo de conscientização, uma vez que o Ministério da Educação (MEC) falta estimular a compreensão da sociedade acerca da importância da leitura em família. Sendo assim, verifica-se que o governo não tem assegurado o bem-estar de todos os cidadãos, demonstrando, dessa forma, a ruptura do contrato social teorizado pelo filósofo Thomas Hobbes.
Além disso, destaca-se que aceitar essa falha é banalizar o mal. Porém, parte das famílias tem apresentado certa apatia diante da ausência de assistência, uma vez que falta auxiliar e estimular desde cedo a leitura de forma lúdica e participativa, o que faz as crianças chegarem mais preparadas aos anos iniciais do ensino fundamental, além de fortalecer o vínculo familiar. A banalização desse problema pode ser explicada a partir dos estudos da filósofa Hannah Arendt, já que em virtude de um processo de massificação social as pessoas estão perdendo a capacidade de discernir o certo do errado.
Cabe, afinal, admitir que essa falta seja superada. É necessário que o Ministério da Educação desenvolva projetos que visem a compreensão da sociedade acerca da importância da literacia familiar por meio, por exemplo, da divulgação em mídias sociais, com ajuda dos educadores e pedagogos capacitados que informe sobre a contribuição da literatura para alfabetização infantil. Além disso, cabe a família incentivar a leitura fora do âmbito escolar, por meio, por exemplo, de livros aprovado pelo MEC e que contém conteúdos educativos e de fácil assimilação. Com essa medida, o Brasil se tornará exemplo mundial na leitura familiar.