A importância da literacia familiar em debate no Brasil

Enviada em 11/04/2021

Associada ao grande filósofo pré-socrático Pitágoras, a frase: “Educai as crianças para que não seja necessário punir os adultos”, reflete a relevância da educação infantil para a construção social. Movimento esse que é de responsabilidade, principalmente, da instituição configurada como a primeira forma de socialização do inidivíduo, a família, formando o que se conhce como literacia familiar, ação que evidência a importância da participação dos responsáveis no desenvolvimento das crianças e como a negliência dessa prática pode ser negativa.

Em primeira análise, é coerente afirmar que a família possuí um papel fundamental no progresso cognitivo da criança. Já que ouvi-la, estimular a leitura, a fala, a escuta, brincar com a criança faz ela ter mais criatividade, imaginação e permite a construção de uma bagagem cultural que estimula o processo de aprendizagem. Em adição, a família como grupo primário de forte influência na formação do indivíduo, segundo o conceito sociológico, é quem primeiro pode garantir esse desenvolvimento. A exemplo disso, o filósofo empirista John Lock defendeu que “a razão humana é vista como uma folha em branco a qual as experiências vão deixar sua impressão”. Isto é, o conjunto de práticas relacionadas a linguagem, a literatura e a escrita por parte dos pais para com seus filhos será o píncel da folha em branco que, segundo Lock, é a razão humana.

Sob outra perspectiva, o descaso dos progenitores em relação a educação de suas crianças revela-se como uma problemática. Uma vez que a falta do cuidado educacional dentro de casa pode ser a causa da dificuldade de se relacionar socialmente e da construção de barreiras no processo de apredizagem. E isso se dá porque por umas vezes a família responsabiliza unicamente a escola pela progressão cognitiva, quando o Art. 1634 do Código Civil estabelce que a escola possui uma grande importância nesse processo, no entanto cabe aos pais educar os seus filhos. Ou seja, a edificação do desenvolvimento das crianças deve partir dos pais e ser aprimorado na escola, havendo uma divisão justa na responsabilidade de formar novo indivíduos.

Percebe-se, portanto que a educação familar exige uma maior valorização. Assim, torna-se imperativa a ação do Ministério da Educação na promoção da conscientização sobre o mérito da literacia familiar, por meio de maiores investimentos em programas que evidencie a importância dessa prática, como o Conta para Mim, que através de propagandas publicitárias debate sobre a temática, para que conscientes da sua relevância seja uma realidade comum entre as famílias brasileiras, a fim de promover um melhor desenvolvimento cognitivo e social dos indivíduos. E, assim como Pitágoras defendeu, que se tenha adultos éticos e morais a partir da educação recebida ainda na infância.