A importância da literacia familiar em debate no Brasil
Enviada em 13/04/2021
No início dos anos 2000, o banco Itaú trouxe por meio de uma campanha nacional, o tema “Leia para uma Criança: Isso muda o mundo”, que teve o intuito de difundir uma leitura familiar entre crianças e seus responsáveis. Entretanto, por se tratar de uma campanha privada, essa importância acabou por ficar retida em ambientes familiares com mais condições financeiras, deixando de lado as famílias mais necessitadas. Por isso, torna-se primordial, o debate acerca da importância do processo de leitura familiar para o desenvolvimento da criança, e suas aplicações já realizadas no Brasil.
O primeiro aspecto a se considerar é, sem dúvida, o fato que o brasil possui 11 milhões de analfabetos grande parte composta por crianças, de acordo com a Pnad, um número alarmante comparado com as demais economias do G20, isso traz um preocupação para não haver uma renovação, ou mesmo um aumento dos números de analfabetos no país, que só pode ser concebida por meio da difusão da educação em todo território nacional. Entretanto, essa mudança precisa evoluir dentro do primeiro núcleo de aprendizagem infantil, a família, por isso é extremamente necessário o acompanhamento de uma leitura realizada pelos responsáveis, ou até mesmo pela criança. Assim mesmo como relatado pelos primeiros sociólogos, que o primeiro núcleo de aprendizagem é o mais importante, onde a criança aumenta sua criatividade de forma exponencial.
Ressalta-se, ademais, que durante a pandemia do coronavírus em 2019, o governo brasileiro, realizou uma campanha similar a campanha do banco Itaú, que trouxe um inovação muito importante para a necessidade da literacia familiar, um aplicativo cujo objetivo é por meio de imagens e pequenos textos estimular a leitura das crianças durante o momento de isolamento. Tal medida teve um impacto considerável, porém inexistentes em algumas realidades brasileira, pelo fato que diversas famílias brasileiras são compostas por analfabetos, que mesmo com o aplicativo não possuem a condição de letrar uma criança com seus próprios conhecimentos. Dificuldade já relatada, pela escritora carioca, Carolina de Jesus, que relatava em diversas de suas obras, mesmo no século XX, a dificuldade das mães das comunidades em educar seus filhos na suas casas.
Portanto, é urgente, que um debate seja realizado entre todas as esferas políticas, para a ampliação desse projeto já vigente no país. Para isso é preciso que, aconteça uma pressão dos deputados para a ampliação do orçamento destinado a o suporte a educação familiar, gerando uma melhoria no anteparo para a segurança da educação brasileira. Tal medida, tem por objetivo, uma mudança geral em todo o país, confirmando de verdade o fato que “Isso muda o mundo”.