A importância da literacia familiar em debate no Brasil

Enviada em 13/04/2021

De acordo com o Estatuto da Criança e do Adolescente, a função de educar deve ser dividida entre os familiares e a escola. Nesse viés, dentro do conceito de educação, também são incorporadas as práticas relacionadas à leitura e à escrita que as crianças vivenciam. Desse modo, no Brasil, a literacia familiar -definição usada para classificar as ações supracitadas, quando proporcionadas pela família- é de suma importância, pois, além de estimular o desenvolvimento cognitivo dos infantes, também facilita a sua socialização com outros indivíduos.

Em primeiro lugar, essa prática incentiva a evolução intelectual das crianças. Segundo o filósofo John Locke, o ser humano é como uma folha em branco que é, aos poucos, preenchida por experiências e influências. Desse modo, com a literacia familiar, principalmente por meio da leitura, os jovens são “preenchidos” com novas percepções, as quais contribuem para o desenvolvimento mental. Isso ocorre porque o ato de ler estimula a criatividade e a imaginação, visto que a criança passa a imaginar os personagens e os locais onde as histórias ocorrem. Assim, adquirem novas concepções e formas de pensar, o que, na vida adulta, ajuda a resolver problemas de uma forma mais prática e descomplicada.

Em segundo lugar, estimular essa ação colabora para uma maior facilidade de interação, por parte das crianças. Sob a ótica do filósofo Aristóteles, o ser humano é naturalmente sociável, ou seja, sempre busca estar em contato com outras pessoas. Com isso, a literacia familiar colabora para que os infantes busquem essa socialização, pois o contato com livros e histórias contribuem para um vocabulário mais vasto e rico, o que facilita a comunicação com outros indivíduos. Além disso, essa prática também auxilia na maioridade, visto que proporciona aos jovens e adultos uma maior facilidade para expressar seus pensamentos e sentimentos, já que possui mais meios de comunicá-los.

Portanto, a literacia familiar é de suma importância e, por isso, deve ser mais praticada no Brasil. Para isso, é importante que os responsáveis pelas crianças busquem se informar a respeito dessa prática, por meio de pesquisas feitas em “sites” que debatam sobre a necessidade uma maior implantação dessa ação na sociedade brasileira, a fim de ampliá-la. Ademais,  é imprescindível que o Ministério da Educação demonstre constantemente a relevância e os impactos positivos que esse hábito proporciona. Isso pode ser feito por meio de campanhas que citem os benefícios desse ato, de modo que a informação se propague para todas as famílias, independente da renda e nível de escolarização. Dessa forma, as crianças serão beneficiadas e “preenchidas” com valores e percepções que as ajudaram no resto de suas vidas.