A importância da literacia familiar em debate no Brasil
Enviada em 14/04/2021
Para o sociólogo Émile Durkheim, a família é a instituição primária, sendo então, responsável pela modulação dos valores e práticas seguidos pelo sujeito, que levarão por toda vida, como uma boa alimentação e até mesmo a prática de leitura. Assuntos como a contribuição da literatura na alfabetização infantil e a falta de participação dos pais nesse processo são importantes para entender a literacia familiar.
Com a criação do Estatuto da Criança e do Adolescente em 1990, os indivíduos com menos de 18 anos passaram a ter seus direitos assegurados por essas ordens jurídicas, inclusive da alfabetização, que deve ser garantido pela família ou pelo Estado. Desse modo, a leitura contribui para esse processo por incentivar a imaginação do leitor e aumentar o seu repertório linguístico e comunicativo, sendo o acesso da criança para o entendimento do sistema de escrita e conhecimento alfabético.
Cada vez mais a literacia familiar é prejudicada pela rotina corrida e cansativa. Com o surgimento da Revolução Industrial e após a entrada da mulher no mercado de trabalho, a participação dos pais no processo de leitura dos filhos diminui aos poucos, inclusive, a quantidade de livros lidos também está em queda, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Pesquisa, os brasileiros leem em média 2,43 livros anualmente. Dá-se a entender que os responsáveis que não praticam o uso da leitura, dificilmente à incentivarão para os seus filhos.
Sendo assim, cabe ao Ministério da Educação desenvolver projetos que objetivem a compreensão da sociedade como um todo acerca da importância da literacia familiar, por meio de divulgação em mídias sociais, campanhas em locais periféricos, com a ajuda de educadores e pedagogos. Além do que, cabe aos familiares e responsáveis incentivarem a leitura fora do ambiente escolar, utilizando de livros com conteúdos educativos e de fácil assimilação.