A importância da literacia familiar em debate no Brasil

Enviada em 13/04/2021

A plena formação educacional iniciada na infânicia está prevista pelo Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), tendo em vista o preparo do indivíduo para a vida em sociedade. Desse modo, a literacia familiar, de acordo com a lei, torna-se imprescindível ao desenvolvimento da pessoa humana, bem como ao preparo para o exercício da cidadania. Assim, mecanismos devem ser propostos para impulsionar esse bem no Brasil.

Em primeira análise, a prática literária desde a infância é substancial para a formação cognitiva e neurológica do sujeito. Dessa forma, um grande aliado para a extensão desses atributos em crianças é o proposto pela Política Nacional de Alfabetização no projeto “Conta pra Mim”. Essa iniciativa governamental visa a promoção da literacia familiar e a valorização da socialização primária do indivíduo. Entretanto, esse cenário não se apresenta de forma igual, devido a um contingente brasileiro ainda sem acesso a esse direito. Por conseguinte, o estudioso Gilberto Dimenstein nomeia essa parte populacional de “cidadãos de papel”, visto que a lei, como o ECA, não se concretiza plenamente.

Ademais, a cidadania é o conceito básico para a manutenção da sociedade, pois os direitos e deveres devem fazer parte do corpo social em favor da democracia. Assim sendo, a consciência cidadã deve ter início desde a primeira infância (de zero a seis anos de idade) e prologa-se pela vida do indivíduo, por meio da educação. A partir disso, a litaracia familiar ocupa um papel importante para o sustento desse cenário, pois contrinui para a conscientização do sujeito vinculado ao corpo social, além de proporcionar transformações na sociedade, a qual se está inserido, conforme o Ministério da Educação (MEC). No entanto, atualmente a comunidade encara consequências da não concretização das diretrizes educacionais, especialmente nos lares, pelo limitado recurso financeiro de muitas famílias brasileira. Por isso, de acordo com a Folha de São Paulo, somente 8% da população brasileira sabe ler de forma proficiente, ou seja, consegue entender o que está sendo lido ou dito. Assim, há a usurpação da cidadania da pessoa humana, pela supressão dos direitos, o que resulta em uma democracia falida.

Portanto, prjetos devem ser criados e postos em prática para a ampliação da literacia familiar no Brasil. Dessa forma, o MEC, órgão do governo para a promoção da educação, juntamente aos municípios, deve trabalhar para a educação literária igualitária entre os cidadãos. Isso será possível, por meio de investimentos em bibliotecas públicas nas cidades, criação de plataformas de leitura “online” e ministração de palestras para a boa condução dos resposáveis na educação das crianças. Assim, essa ação resultará em uma sociedade igualitária em direitos, o que proporcionará o completo desenvolvimento humano e o exercício pleno da cidadania, desfazendo o dito “cidadão de papel”.