A importância da literacia familiar em debate no Brasil
Enviada em 12/04/2021
Para o filósofo inglês John Locke, em sua teoria da tábula rasa, todas as pessoas nascem sem conhecimento, como uma folha em branco. E todo o processo do conhecer, saber e do agir é aprendido através da experiência. Dessa forma, tal conceito vai de encontro com a literacia familiar, onde a educação deve partir a princípio do meio familiar. Contudo, essa prática ainda não é totalmente visível nos dias de hoje. Onde, muitos pais ainda não tem participação na educação de seus filhos. Assim, podemos citar como causas de tal problema a tecnologia e o falso conceito de escola.
Em primeiro lugar, com o avanço da tecnologia as crianças estão cada vez mais expostas a aparelhos eletrônicos. Com isso, muitos responsáveis usam dessas tecnologias como distração e aprendizagem para tais crianças. Contudo, esses aparelhos se usados da maneira correta ainda não substituem a educação vinda de tais responsáveis, são apenas um complemento para ela. O programa “conta pra mim”, criado pelo MEC, ministério de educação, visa incentivar a leitura familiar. Dessa forma, revertendo tal situação criada pela falta de tempo e excesso de tecnologia.
Além disso, muitos desses responsáveis tem como base o falso conceito de escola. Os quais, acreditam que a escola é a única responsável pela educação dos seus descendentes. Porém, esse pensamento vai de contra o conceito de literacia familiar aplicado pelo PNA, Política Nacional de Alfabetização. O qual, é compreendido como um conjunto de práticas e experiências relacionadas com a linguagem, a leitura e a escrita vivenciadas entre pais/cuidadores e filhos. Dessa forma, é evidente que assim como a tecnologia, a escola também é um complemento ao conhecimento infantil.
Em resumo, é importante notar que ao interpretar de forma equivocada as funções da tecnologia e da escola prejudica a real importância da literancia familiar. Dessa maneira, é papel do MEC, visto que é o órgão responsável pela educação, implantar projetos como o “conta pra mim”, para que a leitura familiar seja estimulada, criando bibliotecas virtuais para atingir um maior número de famílias. Mais também, usar da escola como ponte para ligar as crianças aos seus responsáveis, fazendo projetos de leitura conjuta, para mostrar a real importância da leitura familiar. Para que tal aprendizagem se torne mais frequente no Brasil.