A importância da literacia familiar em debate no Brasil

Enviada em 13/04/2021

Segundo o Estatuto da Criança e do Adolescente, o processo educacional infantil deve ser assegurado pela família. Por isso, a literácia familiar é necessária no Brasil, uma vez que inicia o hábito educativo do jovem e cumpre com o seu direito assegurado pela constituição da nação brasileira.  Dessa forma, o letramento é importante, pois promove uma melhor interação parental com a formação dos filhos, mas tem como empecilho a pouca dedicação à leitura vinda de muitos brasileiros.

A princípio, a literácia familiar é de grande importância para o Brasil, uma vez que promove uma melhor interação, por parte dos pais, sobre o desenvolvimento inicial dos filhos. De acordo com a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, no ciclo social da família é dado início à educação do indivíduo. Nesse sentido, sabendo que o conhecimento adiquirido pelas crianças advém do que é presenciado no ambiente doméstico, é ideal garantir que os mais novos contem com uma habilidade de leitura adequada. Dessa maneira, deve haver uma letração nesse recinto, para que o indivíduo não dependa das experiências adiquiridas apenas nas escolas.

Ademais, a pouca dedicação literária de muitos brasileiros impede que a literácia familiar seja uma realidade geral. Sob ótica teórica do filósofo Pierre Bordieu, o “habitus” é a aceitação e a repetição de uma condição anterior ao agente social. Nesse âmbito, durante a história a educação costumava ser vista como “artigo de luxo” e isso foi internalizado pela maior parte do corpo social, o qual não apresenta algum interesse em mudar essa realidade. Por isso, o letramento da família deve ser algo bastante incentivado para romper com o cliclo do hábito e influenciar a vontade pela leitura dos mais novos, que deve ser repetida pelas seguintes gerações.

Portanto, evidencia-se a importância da literácia familiar em debate no Brasil. Nesse modelo, cabe à família- como formadora inicial do indivíduo- influenciar os mais novos com o gosto pela leitura com a busca por livros e atividades educativas correspondentes à faixa etária da criança para que haja um conhecimento cultural mais amplo. Além disso, é dever do Ministério da Educação romper com a falta de dedicação sobre a literatura por meio de informação ofertada a população- com palestras, por exemplo, ofertadas por profissionais da educação em reuniões escolares- visando alcançar uma população leitora. Feito isso, a população brasileira poderá assegurar o direito à educação proposto pelo Estatuto da Criança e do Adolescente.