A importância da literacia familiar em debate no Brasil
Enviada em 14/04/2021
A Constituição Federal de 1988, documento jurídico mais importante do país, prevê em seu artigo 6° o direito à Educação como inerente a todo cidadão brasileiro. Conquanto, tal prerrogativa não se tem reverbeado com ênfase na prática quando observa-se a precaridade da literacia familiar no Brasil, dificultando deste modo, a universalização desse direito social tão importante. Diante dessa perspectiva, faz-se imperiosa a análise dos fatores que favorecem esse quadro.
Em uma primeira análise, deve-se ressaltar que o Ministério da Educação (MEC) criou o projeto: “Conta para mim” que tem como objetivo incentivar a leitura em ambiente familiar. Uma vez que o recurso é disponibilizado, ainda falta o engajamento dos responsáveis para o desenvolvimento das crianças, o que infelizmente é evidente no país.
Ademais, é fundamental apontar que as novas formas de entreterimento e vida pós-moderna têm prejudicado a aprendizagem das crianças, o que pode torná-las analfabetas funcionais. No livro: “A Menina que roubava livros” conta a história de uma criança, em plena Segunda Guerra Mundial, quando Hitler incendiava todas as bibliotecas e ela queria ler. Contudo, a nova geração, não apresenta interesse em boas práticas de leituras. Logo, é inadmissível que esse cenário continue a perdurar.
Depreende-se, portanto, a necessidade de incentivar a leitura no âmbito familiar. Para isso é imprescindível que o Estado em parceria com empresas privadas, aproxime a família da comunidade escolar e capacite os professores, com intuito de despertar interresse e criar o hábito da leitura, por meio de debates, palestras e a disponibilização de livros da literatura brasilileira gratuitamente aos alunos, a fim de propagar a oportunidade de ler.