A importância da literacia familiar em debate no Brasil
Enviada em 13/04/2021
A Constituição Federal de 1988, documento jurídico mais importante do país, garante que é dever do Estado e da família promover a educação infantil. Entretanto, com tantos atrativos no dia a dia, especialmente com o avanço da tecnologia, a literacia familiar encontra-se ficando para trás no Brasil. Tendo em vista que a falta de leitura é responsável pela formação de pessoas alienadas e com dificuldades de escrever corretamente, a atual situação vem a ser mais um problema no país.
Em primeira análise, é importante salientar que desenvolver senso crítico está diretamente associado à leitura. O hábito faz com que as pessoas passem a analisar as coisas e os fatos que acontecem ao seu redor de forma mais racional e inteligente. No entanto, uma pesquisa feita pelo Ibope em 2015 revela que ler não faz parte da rotina dos brasileiros, fazendo com que grande parte do país se deixe levar por opiniões alheias e se tornem pessoas alienadas, que não conseguem formar opniões e conceitos por conta própria.
Em segundo plano, temos, mesmo com uma queda no número de analfabetos no país, uma grande parte da população que afirma sentir dificuldade na hora de escrever. Segundo o IBGE, Índice Brasileiro de Geografia Estatística, 65% das pessoas tem pouca familiarização com textos escritos, fazendo com que essa porcentagem seja a mesma de pessoas que relatam incômodo na escrita, já que o hábito de leitura também funciona como exercício de fixação das palavras.
Evidência-se portanto, que medidas interventoras precisam ser tomadas para salientar a “importância da literacia familiar em debate no Brasil”. Para isso, é fundamental que a família, primeira escola da vida que tem como papel principal a formação do cidadão, incentive o hábito de leitura ainda na infância, para que desde pequeno, o indivíduo aprenda que ler é importante e acima de tudo prazeroso. Necessário também que o Estado, junto com o Ministério da Edução, disponibilize materiais como livros e revistas afim de tornar familiar o canto entre textos e leitores, assegurando, assim, o tão importante direito da Constituição Federal de 1988.