A importância da literacia familiar em debate no Brasil

Enviada em 13/04/2021

O filme “Capitão Fantástico” conta a singular história de uma família que se desprende de amarras sociais e, entre outras ações, incentivam a leitura de seus filhos desde cedo. Contudo, no atual contexto, isso não é uma realidade no Brasil. Dessa forma, o problema da falta de literacia para crianças, especialmente para as mais vulneráveis, se faz presente devido a ausência de incentivo dos pais e a insuficiência legislativa.

Primeiramente, é necessário compreender que há uma lacuna familiar que dificulta a democratização literária. Segundo o sociólogo Tallcot Parsons, a influência familiar na formação do indivíduo é imprescindível. Nesse sentido, observa-se que os pais não cumprem totalmente seus papéis quando ignoram e minimizam a relevância dos livros na vida dos pequenos.

Sob outro ponto de vista, há também a ineficácia das leis vigentes, como a Constituição Federal (1988), que assegura o direito da cultura a todos. Segundo o escritor Gilberto Dimmenstein, as leis existem, mas não são cumpridas. Logo, percebe-se a insuficiência estatal referente a promoções culturais.

Portanto, algo deve ser feito. Indivíduos conscientes do assunto e que vivam nos subúrbios devem se mobilizar e fundar um coletivo que ofereça reuniões, palestras e um acervo gratuito de livros com a finalidade de democratizar o acesso a cultura. Além disso, também poderá ocorrer leituras semanais para crianças carentes. Tal movimento deve se espalhar por todo o Brasil para se ter uma realidade na qual, assim como em “Capitão Fantástico”, o incentivo literacio se inicie na infância.