A importância da literacia familiar em debate no Brasil

Enviada em 21/06/2021

A Constituição Federal, legislação de maior hierarquia no país, garante a todos o acesso à educação e à cultura. Entretanto, quando no seio familiar não sucede o estímulo a literacia, ocorre a quebra da legislação vigente, uma vez que os livros são importantes mecanismo de estimulo de desenvolvimento cultural e educacional. Assim, quando os responsáveis , por rações históricas e culturais, não perpetuam em suas crianças o habito da leitura, assumem a responsabilidade de limitar o desenvolvimento criativo, cognitivo e social.

Primordialmente, é fulcral ressaltar que recai sobre o Estado a decadência da literacia familiar no Brasil, uma vez que a ação governamental não fornece os mecanismos necessários para o combate da problemática. O Estatuto da Criança e do Adolescente infere sobre a família , no artigo 4, o dever de assegurar à cultura, à educação e o lazer, logo, quando a leitura não é um rotina em casa ,a criança é privada de importante meio de desenvolvimento. Isso ocorre ,ora pelo difícil acesso aos livros, que costumam não caber no orçamento das famílias, ora por raçoes culturais, uma vez que a leitura não costuma integrar as praticas dos brasileiros.

Outrossim, vale destacar que Francis Bacon, politico, filosofo e cientista inglês, atribui a leitura grande parte do desenvolvimento do homem, sendo aqueles que leem mais prósperos em diversos âmbitos. Nesse viés, as crianças-que durante sua infância tem o maior salto de desenvolvimento- ao se apoiarem na leitura, avançam mais seu vocabulário, sua criatividade, seu desenvolvimento cognitivo e socioemocional, além de serem mais sociáveis e empáticas. Segundo o Instituto Pró-livro, 44% das crianças de ate 5 anos, não aproveitaram os benefícios inerentes a pratica da leitura , assim infelizmente somente pouco mais da metade das crianças brasileiras contam com vantagens do habito de leitura durante a infância.

Depreende-se portanto, a necessidade de valer a Constituição brasileira, para isso faz-se imprescindível que o Ministério Educação, em parceria com o CONANDA- órgão responsável por valer o direito da criança e adolescente- destine verba para a construção e reforma de bibliotecas em escolas e creches públicas, para que os pais possam fazer o empréstimo constante de livros , estimulando em seus filhos a habito de leitura. Paralelamente , as escolas e creches devem desenvolver clubes de leitura , onde as crianças poderão ter estórias contadas de maneira dinâmica e lúdica, fazendo desse espaço um lugar sociável com enfoque na literacia infantil. Assim, tornar-se-á possível a construção de uma sociedade permeada pela efetivação da Magna Carta.