A importância da literacia familiar em debate no Brasil
Enviada em 21/10/2021
Durante a Idade Média, a educação era restrita ao clero, a nobreza e alguns membros da aristocracia, devido ao poder aquisitivo e social elevado, o que promovia grande desigualdade entre as classes. Infelizmente, no atual cenário brasileiro a prática da literacia familiar ainda é um grande desafio na sociedade, pois devido à discrepância entre as classes sociais e a ausência do governo em estimular a leitura na efetivação da literacia familiar. Nesse viés, é necessária uma discussão mais efetiva, no que tange à desigualdade social e a ausência de ensinamentos dos pais para os filhos.
Cabe analisar, de início, o impacto da desigualdade social frente à problemática. Dessa maneira, é importante salientar o pensamento do iluminista Jonh Look, em sua obra “O ensaio sobre o entendimento humano”, em que o ser humano nasce como uma tábula rasa, ou seja, como uma folha de papel em branco, e a partir das suas experiências a folha se preenche. Partindo desse pressuposto, é nítido que devido à desigualdade social que se alastra no território nacional, famílias com menor poder aquisitivo não possuem acesso aos livros e a cultura brasileira e, consequentemente, não possuem condições de ensinar a leitura aos filhos, fato que negligencia a parcela social que vive na linha da pobreza. Desse modo, infere-se que há uma necessidade de, mediante ações governamentais, mudar essa realidade.
Outrossim, vale salientar que existe a indispensabilidade de medidas educativas para a capacitação dos pais no meio educativo. Segundo o filósofo Immanuel Kant, o homem é produto de sua educação. Entretanto, a ausência de políticas públicas satisfatórias voltadas para elucidar maneiras efetivas de como pais e responsáveis devem estimular o ensinamento dos filhos e assim promover a literacia familiar de maneira efetiva, faz com que o pensamento do filósofo não se efetive na prática. Tendo em vista que, em algumas familias, deixam de realizar práticas que estimulam o conhecimento aos seus filhos, visto que a falta de instruções lhe impedem de realizar a literacia familiar.
Depreende-se, por tanto, a necessidade de combater esses obstáculos. Para isso, é imprescindível que o Estado, deve suavizar a desiguladade educacional existente na sociedade brasileira. Logo, é necessário que o Ministério da Educação, por meio de um projeto de lei que será tramitada na Câmara dos Deputados, distribuia livros didáticos para as famílias que não possuem poder aquisitivo. Além disso, o Ministério da Educação, em parceria com os meios midiáticos, devem estimular a literacia familiar, por meio de propagandas, que facilitem o entendimento dos pais sobre o assunto e o quanto é importante para a família, a realização de tal prática. Assim, o acesso a educação não será tão excludente como na Idade Média, fato de progesso no atual cenário brasileiro.