A importância da literacia familiar em debate no Brasil
Enviada em 02/11/2021
Na página do instagram “O poder das metas” seu idealizador fez uma postagem dizendo que ler não dá sono, dá sonhos. Diante disso, é válida a reflexão acerca da importância da literacia na primeira infância e que é de responsabilidade familiar colaborar para a formação cognitiva dos seus filhos. No entanto no Brasil contemporâneo ainda perpetuam desigualdades sociais atreladas ao pensamento de que somente a escola é responsável pela educação. Com isso a família deixa de assumir seu papel e os sonhos de muitas crianças se perdem por não terem sido incentivados a mudar suas realidades através do hábito de ler. Por essa razão, caminhos que efetivem a literacia familiar precisam ser estabelecidos. Nesse viés, no filme “Shrek Terceiro” nota-se que sutilmente seu criador evidenciou - na cena em que Shrek e Fiona leem para seus filhos – a importância dos pais para a consolidação das crianças. Sendo assim, verifica-se também que o filme revela que não importa a condição social da família, importa que essa família se comprometa com a educação das suas crianças. Desse modo, Shrek e Fiona mesmo vivendo em um pântano não deixaram de ser pais responsáveis, exemplos e fomentadores da leitura. E é de famílias assim que o Brasil precisa, é de famílias assim que os sonhos das crianças precisam, posto que, não basta sonhar, tem que ter uma base sólida para conseguir realizar e a formação educacional não é responsabilidade apenas das escolas, mas dá família – desde a gestação. Outrossim, Zigmund Bauman, ao falar sobre a liquidez nas relações sociais da modernidade, faz refletir sobre a relação pais e filhos. Isso é potencializado pela tecnologias que têm cada vez mais “roubado” o tempo dos adultos impedindo-os de “gastar” tempo com suas crianças, que por sua vez também têm tido um vasto entretenimento tecnológico e isso dificulta o interesse pela leitura e pela socialização familiar. Porém não é preciso pensar na tecnologia como um monstro, ela só precisa ser ressignificada na vida familiar e utilizada para o desenvolvimento de crianças, monitorada pelos pais, que por sua vez devem induzi-los a desenvolver o hábito de ler, de falar, de escrever, etc, para que assim possam futuramente potencializar seus sonhos.
Portanto, a fim de efetivar a literacia familiar no Brasil contemporâneo, o caminho é conduzir as famílias a discernirem seu papel. Tal proposta requer que o Ministério da Educação implante nas escolas uma matriz de ensino familiar, com reuniões semanais para instruir os pais a conduzirem seus filhos aos desenvolvimentos cognitivo. Ademais, é dever da escola se comprometer em enviar profissionais em visitas periódicas nas casas das crianças mais carentes, com pais analfabetos, com o fito de promover a integração e relação da criança e da família com a educação. Assim, tornar-se-á possível um futuro melhor, sonhado e realizado.