A importância da literacia familiar em debate no Brasil
Enviada em 16/11/2021
Segundo a filosofia aristotélica, nada se reduz ao ato senão por algo anterior já em ato. Nesse contexto, observa-se que, na conjuntura brasileira contemporânea, não há muita iniciativa para a mudança em relação a importância da literacia familiar, dificultando, assim, uma possível solução para tal problema e colocando em foco o pouco tempo que os pais passam com seus filhos e as consequências da revolução tecnológica no aprendizado destes. Sendo assim, urge uma ação necessária do governo para a resolução dessa problemática.
Em primeiro plano, observa-se que, os pais e responsáveis não têm dado o devido valor à qualidade de tempo que passam com seus filhos. No livro “A princesa prometida”, escrito por Williaw Goldman, relata a história de um avô que leu a história da princesa prometida para o seu filho, e agora estaria lendo para o seu neto. Porém, ele se mostra relutante ao mostrar seu gosto por leitura, mas acaba transmitindo o interesse para seu avô ao longo da narrativa. De maneira análoga, torna-se evidente a cultura de literacia nas crianças, para que essas mostrem gosto por leitura desde cedo e não se tornem analfabetos no futuro. Dessa maneira, medidas devem ser tomadas para incentivarem os pais e responsáveis a passarem mais tempo e com mais qualidade com as crianças.
Ademais, com a Revolução Industrial ocorrida na segunda metade do século XVIII, o mundo sofreu um grande avanço tecnológico. Por conseguinte, muitas crianças hoje em dia se veem presas à aparelhos tecnológicos, mas de uma forma passiva e sem nenhuma atividade que ajude em seu desenvolvimento. Outrossim, os pais não buscam supervisionarem o tempo que as crianças ficam na “internet”, deixando seus filhos muito tempo no espaço virtual, o que as deixam expostas à vários perigos, como a pedofilia e golpes. Dessa forma, os pais precisam estar mais atentos ao que seus filhos estão fazendo e vendo nas mídias sociais.
Tendo em vista os argumentos apresentados acima, cabe ao governo, em parceria com o Ministério da Educação, por intermédio das redes de ensino, incentivarem os pais a passarem mais tempo com seus filhos, com leituras diárias e participando da educação destes, a fim de melhorarem a qualidade de tempo com as crianças e fazerem com que leiam mais. Também, deve o governo local, por meio de palestras nas redes de ensino, ensinarem os responsáveis como supervisionar o tempo dos seus filhos nos aparelhos eletrônicos, com o objetivo de darem as crianças melhor forma de usar a “internet” e não usufruírem da forma incorreta. Dessa maneira, como explica na filosofia aristotélica que para que algo mude ela já precisa estar acontecendo, ou seja, em ato, a literacia em família terá maior qualidade e as crianças colherão os frutos desse bom hábito no futuro.