A importância da literacia familiar em debate no Brasil
Enviada em 18/11/2021
No filme “A menina que roubava livros”, de Markus Susak, o pai adotivo da pequena órfã Liesel Meninger lhe ensina a ler. Durante a narrativa, o autor aborda que a prática constante de leitura da jovem, ajuda Liesel a superar sua solidão, se relacionar com o mundo sombrio ao seu redor e se nutrir da esperança de dias melhores. Para além do cenário cinematográfico, a atual realidade enfrentada pelos brasileiros está muito distante daquela mostrada no longa-metragem, visto que a literacia familiar no Brasil, é uma verdade muito distante. Nesse âmbito, analisa-se que essa problemática é sustentada, sobretudo, pela desigualdade social e pela escassez de recursos.
De início, não há como promover o contato com os livros em uma sociedade marcada pela fome. Durante o Brasil Colônia, período histórico do século XVI, com o aumento da valorização e exploração dos escravos, o acesso a livros e à alfabetização de qualidade era destinado apenas aos aristocratas -organização composta pelos nobres-. Entretanto, tais influências não trouxeram benefícios para o desenvolvimento do país, uma vez que a prática de leitura no cenário atual se tornou desigual e destinada a classes econômicas mais desenvolvidas. Em suma, é desumano que haja pessoas em condições que as forcem a abandonar a educação e o progresso dos livros para sobreviver.
Além disso, nota-se que, apesar de muito relevante a aproximação familiar com a leitura, há ainda dificuldades encontradas na sociedade. Na obra “O primo Basílio”, do escritor realista Eça de Queiros, é demonstrado que lares desestruturados, alienação parental, dentre outros conflitos do convívio familiar, formam crianças incapazes de perceber a importância da literacia na vida profissional e acadêmica da população. Logo, enquanto a escassez de recursos se mantiver, é possível dizer que o Brasil será impossibilitado de ter uma cultura de leitores.
Portanto, medidas devem ser tomada para solucionar o entrave. Assim, o Governo federal, em parceria com órgãos midiáticos, deve promover campanhas que enfatizem a importância da leitura, os benefícios da literacia e do apoio dos familiares nesse período, por meio de propagandas e documentários instrutivos, como dados de pesquisas e palestras educativas nas escolas e na internet. Detalhadamente, esse conteúdo deve ser publicado nas redes sociais e em sites, por intermédio de ações que alertem a população sobre os danos que a falta de alfabetização e leitura traz. Desse modo, exemplos como o de Liesel Meninger do filme “A menina que roubava livros”, serão maiores.