A importância da literacia familiar em debate no Brasil
Enviada em 19/11/2021
No filme “A menina que roubava livros”, de Markus Susak, o pai adotivo da pequena órfã Liesel Meninger lhe ensina a ler. Durante a narrativa, o autor aborda que a prática constante de leitura da jovem ajuda Liesel a superar a sua solidão, relacionar-se com o mundo sombrio ao seu redor e se nutrir da esperança de dias melhores. Para além do cenário cinematográfico, a atual realidade enfrentada pelos brasileiros está muito distante daquela mostrada no longa-metragem, visto que a literacia familiar no Brasil, é uma verdade muito distante . Nesse âmbito, analisa-se que essa problemática é sustentada, sobretudo, pela desigualdade social e pela escassez de recursos.
De início, não há como promover o contato com os livros marcada pela fome. Durante o Brasil Colônia, período histórico do século XVI, com a valorização e exploração dos escravos, o acesso à escola e livros didáticos era destinado apenas aos aristocratas -organização composta pelos nobres-. Entretanto, tais influências não trouxeram benefícios para o desenvolvimento do país, uma vez que a população de baixa renda não possui mecanismos e condições financeiras para incluírem-se no progresso dos avanços tecnológicos, como visto no filme. Em suma, é desulmano que haja pessoas em condições que as forcem a abandonarem a educação e o progresso dos livros para sobreviverem.
Além disso, nota-se que, apesar de muito relevante a aproximação familiar com a leitura, há ainda desigualdades encontradas na sociedade. Na obra “O primo Basílio”, do escritor realista Eça de Queiroz, é demonstrado que lares desestruturados, alienação parental, dentre outros conflitos do convívio familiar, formam crianças incapazes de perceberem a importância da literacia na vida profissional e acadêmica da população. Logo, enquanto a escassez de recursos se mantiver, é possível dizer que o Brasil será impossibilitado de ter uma cultura de leitores.
Portanto, medidas devem ser tomadas para solucionar o entrave. Assim, o Governo federal, em parceria com órgãos midiáticos, deve apresentar à sociedade os prejuízos que podem ser gerados aos que não possuem acesso à leitura, por meio de propagandas e documentários instrutivos, como dados de pesquisas, a fim de eliminar os impactos negativos no cenário escolar. Detalhadamente, esse conteúdo deve ser publicado em sites e outdoors, por intermédio de ações que alertem à população a respeito dos danos que a falta de alfabetização e leitura traz. Desse modo, exemplos como o do filme “A menina que roubava livros”, serão mais frequentes em terras tupiniquins.