A importância da literacia familiar em debate no Brasil

Enviada em 12/02/2022

No livro “A menina que roubava livros”, Liesel Meminger, com a ajuda do seu pai, encontra refúfigio através da leitura em meio a Alemanha Nazista.Nesse contexto, fica evidente na obra que os livros são ferramentas essenciais para o desenvolvi- mento da criança e construção crítica do cidadão.Entretanto, no Brasil, os desafios para promover a literacia familiar ainda são propagados.Dessa forma,cabe ressaltar como aspectos relevantes acerca dessa problemática, o papel da família nos hábitos dos filhos, assim como a falta de democratização do acesso aos livros no Brasil do século XXI.

A princípio, o sociólogo Emille Durkheim defende que um indivíduo é constituído pelo processo de socialização primária, uma vez que nessa fase, são desenvolvidos os valores e a percepção social.Nesse interím, a leitura deve ser um valor instituído pela principal instituição de sociabilização, a família. Entretanto, no cenário nacional, muitos lares modelam seus filhos de forma equivocada, expondo o ideal de que a alfabetização e o incentivo a leitura é dever somente do professor.Logo, infere-se que as própias crianças criam resistência diante das tentativas de leitura, por adotarem o ideal supracitado.

Além disso, o documento “Guia de literacia familiar” elaborado pelo Ministério da Educação torna claro que os meios para promover essa ação são amplamente acessíveis.Conquanto, na realidade brasileira, a desigualdade social no país torna o acesso à leitura algo inalcansável, uma vez que a receita federal pretende aumen- tar a taxação dos livros, o que segrega ainda mais esse ato essencial para uma cidadania plena.Constata-se, assim que a falta de democratização da leitura fomenta os desafios para promover a literacia familiar no Brasil.

Portanto, é evidente a importância da literacia familiar em debate no Brasil.Nesse viés, cabe ao Ministério da Educação -principal meio de formação crítica- em cojunto com as instituições de ensino, promover projetos políticos pedagógicos com o fito de informar às famílias acerca do seu papel em fomentar os hábitos dos seus filhos. Por meio de rodas de conversas com profissionais como pedagogos. Além disso, o Poder Público por via do Ministério da Educação, deve propiciar a isenção de taxas sobre os livros, para a democratização do ato.