A importância da literacia familiar em debate no Brasil
Enviada em 02/04/2022
A Constituição Federal de 1988, documento situado no topo do ordenamento jurídico, prevê, uma educação de qualidade e segura como princípio inerente a todo indivíduo. No entanto, percebe-se que, na atual situação brasileira, infelizmente, não há cumprimento dessa garantia, haja vista a desvalorização sobre a literacia familiar. Dessa forma, alguns obstáculos desse impasse são: reflexos de uma sociedade marcada pela desigualdade social e a desinformação.
Nesse cenário, é relevante entender a desigualdade social como uma das razões que fazem perpetuar o dilema. Nesse sentido, de acordo com a pesquisa feita pela Universidade do Kansas, nos Estados Unidos, crianças com 2 anos de idade e pobres falam 70% menos palavras em relação aquelas que são ricas, isso acontece por o Governo é falho nas políticas públicas eficientes que garantam um ponto de partida mais justo para o desenvolvimento do indivíduo. Logo, com o passar do tempo essas diferenças ficará mais disparates, dando sequência ao ciclo de desigualdade, colaboradora das entraves da a literacia familiar.
Ademais, outro aspecto que é válido ressaltar é a desinformação. Nesse viés, segundo o psicólogo Jean Peajet, a criança desenvolve a sua subjetividade através do ambiente de convívio, familiar, convém ressaltar que os pais são os primeiros professores dos filhos, uma vez que aprendem a falar a língua no meio parental. Seguindo essa linha de pensamento, nota-se que o descuido sobre os benefícios da formação de leitores vai seguindo as gerações, muita das vezes por falta de habilidade dos pais, que não tiveram contato com tais informações, vindo a pensar que essa função é apenas da escola. Faz-se imprescindível erradicar essa causa no país.
Depreende-se, portanto, que medidas sejam tomadas para atenuar os obstáculos que a importância da a literacia familiar enfrenta no Brasil. Para isso, cabe ao Ministério da Educação (MEC), com sua função de defender as políticas e diretrizes educacionais nacionais, invista em programas como o Conta pra Mim, de obras digitais, como também sejam suficientes de passar as barreiras tecnológicas, por meio de oficina de leituras públicas com pais e filhos, a fim de quebrar o ciclo de desigualdade e desinformação, visando a formação de leitores desenvolvidos e com senso crítico. Assim, serão respeitados os princípios da carta magna em vigor.