A importância da literacia familiar em debate no Brasil

Enviada em 13/10/2022

“Uma nação se faz com homens e livros”. Na ótica de Monteiro Lobato, essa advertência é inquestionável, uma vez que a literacia torna-se benéfica à saúde mental e, sobretudo, uma atitude básica na formação do indivíduo. Nessa perspectiva, percebe-se o Brasil com um índice deficitário nessa área, na qual a ausência de bibliotecas públicas e, por tabela, o absentismo de auxílio e incentivo, destacam-se como um processo retrógado. Nesse sentido, nota-se uma imagem de omissão e de desleixo que apadrinha o país.

Essa assertiva deriva, em especial, da pífia ação da máquina estatal nessa esfera. De acordo com a Constituição Federal de 1988, o direito à educação de qualidade é garantido a todos os indivíduos. Em contrapartida, o Estado não efetiva tal princípio, visto que os colégios de rede púlbica são precários e não apresentam programas de incentivo ao estudo. Assim, essa deturpação social impede que tranformações socias ocorram, haja vista que, para o educador Paulo Freire, se a educação sozinha não muda o olhar coletivo, sem ela tão pouco a sociedade muda. Logo, mostra-se um governo ineficiente nessas conjunturas.

Por sua vez, outro vetor é papel apático da coletividade nessa temática. A obra “A menina que roubava livros” retrata a história de Liesel meminger, uma jovem que se refugiava nos livros em pleno cenário de segunda guerra, uma atmosfera de medo e perseguição. Contudo, nota-se hoje uma paisagem de comodismo, de alguns jovens, com a literacia, já que muitas vezes são influenciados pelas mídias digitais, isto é, prefem ficar inseridos nesse meio e abdicarem dos estudos, com isso destoam da imagem de Liesel que mesmo no perigo continua há estudar. Dessa forma, é fulcral que a sociedade reformule sua atuação com o fito de haver melhorias.

Infere-se, portanto, que, nessa problemática, o Estado deve intensifcar os investimentos nessa área, por meio de verbas destinadas para solução dessas mazelas, ampliando o número de bibliotecas públicas e promovendo feiras como a Bienal do livro que levem esse mundo até a coletividade, a fim de barrar o percurso de todo o caos. Desse modo, para que a citação de Monteiro Lobato seja uma realidade brasileira.