A importância da literacia familiar em debate no Brasil
Enviada em 09/09/2022
“Sou eu que vou seguir você do primeiro rabisco até o bê-a-bá” esse trecho de uma música cantada por Chico Buarque faz referência ao acompanhamento de um responsável no desenvolvimento de uma criança e como se faz necessário o incentivo da leitura e escrita vindo dos mesmos, porém por inúmeros motivos esse acompanhamento não é feito, levando o atraso na aprendizagem das crianças no período de alfabetização.
Um ponto sobre a dificuldade de se ter a literacia familiar é a negligência dos país ao não estimular o aprendizado, o que acaba descumprindo seu dever como pessoa que cria uma criança ou adolescente, escrito no Art.22 do ECA que diz que aos pais incumbe o dever de sustento, guarda e educação dos filhos menores, cabendo-lhes ainda, no interesse destes, a obrigação de cumprir e fazer cumprir as determinações judiciais.
Uma barreira na interação entre adulto e criança é o uso de aparelhos eletrônicos para a distração ensinando de forma passiva que acaba não incentivando o hábito da leitura e escrita. Segundo a pedagoga Cláudia Onofre, a criança que traz o hábito da leitura de casa é mais participativa, se coloca no lugar do outro, tem uma imaginação fértil e mais facilidade em partilhar objetos, espaço e conhecimento. “A criança que não teve a mesma vivência pode ter mais dificuldade em se expor e apresentar um comportamento mais tímido. O hábito da leitura é encorajador, tem o poder de abrir horizontes e levar as crianças a desbravar o mundo.”, explica.
Entretanto é necessário maior rigidez para os deveres dos responsáveis de crianças e adolescentes no quesito educação familiar e também o incentivo em projetos como o Conta pra Mim a primeira iniciativa voltada à valorização da leitura no âmbito da família no Brasil, em especial para as que vivem em condição de vulnerabilidade socioeconômica, podendo assim diminuir drasticamente o número de analfabetos funcionais no Brasil. E também o trabalho mútuo entre responsáveis e escola que teve ser estabelecido, para assim existir um bom desenvolvimento das crianças e adolescentes brasileiras.