A importância da literacia familiar em debate no Brasil
Enviada em 03/11/2022
Em conformidade à Primeira Lei de Newton, a lei da inércia, um corpo tende a permanecer em repouso quando não possui uma força atuando sobre ele. De maneira análoga, tem-se a perturbadora falta da literacia familiar, que permanece inerte, já que muitas famílias desconhecem a importância. Ademais, a persistência dessa mazela deve-se à banalização da irracionalidade e ao descaso governamental.
Segundo Hannah Arendt, filósofa alemã, a banalidade do mal ocorre quando o indivíduo negligencia um determinado problema social. Paralelo a isso, é perceptível o desprezo da sociedade para com a importância da participação da família no aprendizado e no desenvolvimento da criança, visto que a irracionalidade evidencia a alienação social. Sendo assim, a ausência da prática da leitura em família gera indivíduos intolerantes com os próprios sentimentos e com as dificuldades presentes no dia a dia.
Além disso, a Constituição Federal de 1988 assegura o direito de acesso à educação de qualidade a todos os cidadãos brasileiros. Entretanto, muitas pessoas ainda não gozam dessa constituinte, devido ao grande descaso governamental em relação ao incentivo da literacia familiar. Portanto, observa-se a falta de campanhas eficazes em prol da conscientização da necessidade de promover um maior convívio familiar para a promoção de uma educação conjunta, em que participa escola e família. Com isso, é notório o aumento da pobreza atrelado ao ensino insuficiente oferecido, pelas escolas, à parte da sociedade.
Logo, cabe ao governo instituir um comitê gestor—formado por um representante de cada área—, por exemplo, Ministério da Educação, diretores de escolas e mídias (televisivas, cibernéticas e impressas). Essa ação se dará por meio de um plano de combate, em que haverá maior direcionamento de verbas e campanhas informativas sobre a evidência da falta de literacia familiar no Brasil. Isso será feito a fim de remediar a irracionalidade e, também, o descaso governamental. Desse modo, ausentando a inércia da realidade brasileira.