A importância da medicina humanizada para a saúde dos brasileiros

Enviada em 27/07/2021

A PNH - Política nacional de humanização - existe desde 2003 no Brasil, para ampliar a relação do profissional da saúde com o cidadão. Com isso, levando em consideração a relevância da humanização da medicina para sociedade. No entanto, ainda nos dias atuais, essa política não é efetivada de forma completa, visto que, ainda há questões que impedem esse contato socializado. Portanto, a sobrecarga de trabalho e a ausência de empatia são uns dos fatores que afetam a prática da situação supracitada.

Em primeiro plano, é válido ressaltar sobre o excesso de trabalho dos profissionais da saúde e como isso prejudica o contato humanizado com o paciente. Nesse sentindo, segundo os dados do censo de Demografia Médica Do CFM, mais de 30% de todos os médicos brasileiros disseram sofrer com a sobrecarga de trabalho. À vista disso, essa mazela, impede de forma direta a comunicação plena do paciente com o profissional, pois, ao estar com sobrepeso físico e mental o médico vai apenas olhar para a doença ao invés de levar em conta o emocional e a opinião do paciente. Dessa forma, a exaustão fazendo com que se passe por cima da importância que deve dar a medicina humanizada para a saúde dos cidadãos brasileiros.

Em segundo plano, a ausência de empatia é algo que forma essa barreira entre paciente e profissional. De acordo com o termo do sociólogo Zygmunt Bauman, “Cegueira Moral” que diz: que em tempos de modernidade líquida, a indiferença ao próximo é habitual. Nesse viés, nota-se a habitualidade pela da falta de empatia com o próximo, não tão distante do relacionamento entre profissional da saúde e paciente, o que vai além de um atendimento eficiente e sim um atendimento humanizado, ou seja, com atenção, escuta e acolhimento. Dessa maneira, o modo empático deve ser levado em consideração para a importância da medicina humanizada, visto que, sensibiliza e até conforta o paciente que está com doenças, melhorando a relação dos profissionais e seus pacientes.

Entende-se, portanto, que medidas são necessárias ser adotadas para a alteração dessas mazelas. Para tanto, o Sistema Único de Saúde, que determina que é dever do estado garantir o bem estar de saúde a população, deve criar planos que retiram a grande sobrecarga dos profissionais da saúde, por meio da diminuição de carga horária, para que eles possam trabalhar de forma plena ao tratamento humanizado de cada paciente. Outrossim, cabe ao Ministério da Educação, responsável pelo ensino, inserir o processo de empatia desde os primórdios das faculdades de saúde, por intermédio de uma matéria sobre humanização e prática, para que os cidadãos da área da saúde saibam lidar de forma empática desde o início de sua profissão. Assim, realizando a tão importante medicina humanizada na sociedade brasileira