A importância da medicina humanizada para a saúde dos brasileiros

Enviada em 20/07/2021

Os versos de Drummond “No caminho tinha uma pedra. Tinha uma pedra no meio do caminho” ensejam uma reflexão: a falta de humanidade na práxis médica configura-se como uma pedra no caminho para um melhor atendimento ao paciente. Nesse sentido, surge a magnitude de uma medicina humanizada, não só para garantir um atendimento holístico, mas também para fomentar o diálogo entre médico e paciente são indispensáveis para uma medicina humanizada e de qualidade. Faz-se imperiosa, dessa forma, a discussão sobre a importância da empatia nas consultas médicas, em prol da saúde da população brasileira.

Em uma análise inicial, é lícito pontuar a preponderância de uma medicina que valorize a essência humana para a compreensão das idiossincrasias dos pacientes. Nessa perspectiva, segundo Ésquilo “ Os sofrimentos humanos têm facetas múltiplas: nunca se encontra outra dor do mesmo tom”. Diante dessa premissa, é inegável a relevância de uma assistência médica que preserve as singularidades do paciente. Nesse viés, ao atentar-se para as múltiplas facetas daqueles por quem é responsável, o profissional da saúde será capaz de respeitá-los como seres biopsicossociais e garantir um tratamento adequado à situação de cada um. Assim, mediante um atendimento que respeite a sua autonomia, os assistidos poderão ser atendidos de maneira coerente com a sua realidade sociocultural e com mais empatia e compassividade.

Outrossim, o estabelecimento de uma relação horizontal entre o médico e o seu paciente é um sublime resultado da humanização da medicina. Sob esse prisma, segundo Locke, em sua teoria da “Tábula Rasa” o homem é uma folha em branco a ser preenchida por experiências ao longo da vida. Dito isso, muitos brasileiros podem ser preenchidos por experiências benéficas advindas do diálogo com os seus médicos. Isso porque essa troca de ideias emerge como uma chave mestra capaz de abrir as portas para um diagnóstico correto e para a garantia da melhor opção de tratamento para os pacientes, preservando as suas crenças e os seus valores. Desse modo, por meio de um labor clínico mais humano, o doutor poderá reconhecer as preferências e os costumes do seu enfermo, acolhê-lo e acalentá-lo durante o seu tratamento..

Depreende-se, portanto, que uma medicina humanizada possui grande potencial para garantir um atendimento holístico e para fomentar o diálogo entre o médico e o paciente. Logo, é maiúsculo que o Ministério da Saúde desenvolva seminários sobre métodos de tratamento mais humanos, por meio de palestras disponibilizadas gratuitamente online com o fito de melhorar a qualidade de atendimento nos hospitais brasileiros. Dessa maneira a “pedra” no caminho para um melhor atendimento será retirada.