A importância da medicina humanizada para a saúde dos brasileiros

Enviada em 20/07/2021

O Código de Ética Médica tem em meio aos seus princípios fundamentais, que o profissional de saúde deve garantir o máximo de zelo e respeito aos seus pacientes, além de oferecer o máximo de sua capacidade profissional. No entanto, esses fundamentos são negligenciados devido ao ensino meramente tecnicista nas universidades juntamente à eminência do pensamento capitalista na sociedade contemporânea, o que culmina na desumanização da saúde. Por isso, é necessário analisar tais causas para que meios de solucionar a problemática sejam encontrados.

Em primeira instância, é vital salientar que o ensino essencialmente conteudista e voltado à aspectos impessoais, em grande parte das faculdades, precariza a relação médico-paciente. De acordo como o educador Paulo Freire, esse tipo de educação é nomeada “bancária”, pois o conteúdo apenas é depositado nos cérebros  dos alunos. Dessa forma, as técnicas são priorizadas e a humanidade negligenciada. Tal ensino, então, acaba por criar profissionais insensíveis que enxergam a medicina como mero trabalho. Logo, o ensino acadêmico deve ser revisto para que não só os profissionais da saúde, mas todos executem seus trabalhos com empatia.

Ademais, observa-se que o capitalismo no decorrer das décadas tem se modificado, mas a lucratividade foi sempre priorizada em detrimento de coisas essenciais como o respeito e a humanidade. Nesse sentido, de acordo com o sociólogo Karl Marx, o trabalho tem se tornado cada vez mais alienado, pois, muitos não sabem de que forma o trabalho pode mudar o mundo ou ao menos a sociedade em que vivem. De mesmo modo ocorre com o trabalho na saúde, o paciente foi sendo objetificado e a visão de ser humano esquecida. Por isso, os profissionais de saúde antes de começarem a atuar na área, deveriam debater a problemática a fim de tornar a medicina mais humanizada e tornar os postos de saúde e hospitais mais acolhedores.

Diante disso, para que a medicina seja executada de forma humanizada, medidas precisam ser tomadas. Então, o Ministério da Educação deve acrescentar na matriz curricular dos cursos,  principalmente de saúde, as matérias de éticas e valores de modo que abordem a temática e debatam sobre as formas de atuação e a importância da empatia no ambiente de trabalho, com seminários e recomendação de livros. É esperado que com essa atitude do MEC, os profissionais se tornem mais conscientes de seu papel como profissional e garanta o respeito e cuidado aos seus pacientes, assim como é garantido no Código de Ética Médica.