A importância da medicina humanizada para a saúde dos brasileiros

Enviada em 02/08/2021

“Comprimidos aliviam a dor, mas só o amor alivia o sofrimento”, disse Patch Adams, médico que adota o humor como método de tratamento. É um fato que o atendimento mais humanizado, às vezes, pode amenizar o sofrimento do paciente. A aflição, a insegurança, a fragilidade, o pânico e o medo da confirmação do prognóstico influenciam no emocional e na perda de esperança de uma possível melhora do paciente. Portanto, a medicina humanizada seria importante para a saúde dos brasileiros, pois colocaria as necessidades dos pacientes em primeiro lugar, gerando mais conforto e tranquilidade, além de torná-lo o protagonista no seu processo de recuperação.

No século XVIII, com o surgimento da revolução industrial e da lógica capitalista, a produção tornou-se algo mecanizado, rápido, visando atender as necessidades da população global. Ao mesmo tempo, a medicina também acompanhou essas mudanças. Devido à enorme quantidade de pacientes, o atendimento acabou se tornando algo mecânico, pouco pessoal, focado nas medicações, no tratamento, ao invés de escutar o que o paciente tem a dizer e a conhecer o problema sob outra perspectiva. Dessa forma, o profissional da saúde acaba se esquecendo que o seu paciente é um ser humano e que cada um deve ser tratado com gentileza e respeito.

Visto que a medicina humanizada está diretamente relacionada com um bom atendimento, este deve estar atrelado à delicadeza ao se passar uma informação ao paciente e ao modo como o profissional o trata, além do tratamento que ele recebe de toda a equipe: os recepcionistas, enfermeiros e médicos. No Brasil, começou a ser implantada, pelo Ministério da Saúde, em 2000. À longo prazo o desenvolvimento de uma escuta atenta, livre de julgamentos morais e insinuações culpabilizadoras e honestamente interessada, pode levar à melhores diagnósticos e tratamentos.

Logo, a medicina humanizada é importante para a saúde dos brasileiros pois trataria o paciente com mais humanidade, respeitando suas peculiaridades. Para isso o Estado deveria capacitar os profissionais da saúde para serem mais humanos, tornando-os capazes de desenvolver uma relação sólida e atenciosa com o paciente, a mídia deveria mostrar a importância que o tratamento humanizado pode trazer para a saúde emocional e para a geração de tratamentos mais eficazes. Para que, assim, haja a preservação da saúde como direito humano, o aumento da proximidade entre as pessoas e a recuperação dos valores que tornam as pessoas mais humanas. De forma que o amor possa ser a cura para a humanidade.