A importância da medicina humanizada para a saúde dos brasileiros

Enviada em 19/07/2021

No artigo 196º da Constituição Federal Brasileira é dito que a saúde é direito de todos e dever do Estado, garantindo políticas públicas e aprimoramento de acesso a um serviço de tratamento qualificado. Em análise isso, fica claro para que esse serviço ocorra de maneira apropriada, é necessário ou bem estar tanto do médico para tratar o paciente quanto do paciente para aceitar as recomendações feitas por aquele profissional da saúde. No entanto, tal perspectiva quando comparada a importância dada à medicina humanitária no Brasil, torna-se falha, isso porque há uma formação excessivamente tecnicista dos médicos, tendo como consequência, uma baixa interação entre médico e paciente.

A priori, é válido pontuar que uma das principais problemáticas debatidas quando relacionadas a medicina humanitária no Brasil, é uma formação conteudista de médicos na sociedade hodierna. Segundo o filósofo John Locke, os seres humanos nascem com folhas em branco e, ao longo de suas vidas, vão moldando-se a partir de suas experiências. Dessa forma, quando universidades de medicina protagonizam somente o ensino conteudista dos alunos e não inserem em seus treinamentos o atendimento a consultas com uma perspectiva holística - militar, no paciente, suas condições de vida e o ambiente social a qual esse indivíduo está inserido - cria- se se uma realidade na qual a falta de profissionalização desse médico resultará em um atendimento de baixa qualidade e pouco humanizado ao paciente, prejudicando, assim ambos os lados.

Ademais, como efeito negativo sobre o excesso de carga conteudista nas universidades de medicina, há um insuficiente interação entre médico e paciente. Em consonância com o escritor Gilberto Dimenstein, nem sempre as leis presentes nos documentos oficiais são de fato cumpridas desencadeando uma realidade a qual o individuo somente se senti representado no papel. De maneira semelhante ao escritor, quando o estado brasileiro coloca em sua constituição que é dever do mesmo serviço de qualidade ao corpo social, mas não sugeri como universidades a humanização do atendimento como prioridade de ensino, desperta-se uma vivência a qual relação entre médico e paciente será cada vez mais dificultada, uma vez que com uma contemporânea a exiguidade desse tipo de tratamento, simultaneamente, esse paciente perderá a confiança em profissionais da saúde.

Portanto, cabe ao Ministério da Saúde (MS) criar uma campanha nacional de incentivo ao tratamento médico humanitário, incentivando, por intermédio de verbas públicas, palestras nas universidades de medicina que valorizem o tratamento humanitário para os pacientes, mostrando, por meio de especialistas no assunto, como esse tipo de tratamento pode ser benéfico tanto para o paciente quando para aquele profissional da saúde, fazendo, assim, com que o artigo 196º da constituição seja cumprido.