A importância da medicina humanizada para a saúde dos brasileiros

Enviada em 19/07/2021

Nos últimos anos, percebeu-se na mídia um crescente movimento negacionista, por exemplo, a veracidade de vacinas na prevenção de doenças. Essa postura de incredulidade em vacinas pode ter surgido de uma não compreensão do método, devido uma carência dos profissionais de saúde em esclarecer sua importância para os brasileiros. Dessa forma, é necessário uma postura mais humanizada dos médicos durante o atendimento, para além da doença, com maior enfoque ao paciente.

Nesse contexto, em primeira análise, a medicina por muito tempo fora voltada para os patogénos, causadores de desordens fisiológicas. Conforme esclarece o filósofo Michel Foucault, em seu conceito de biopolítica, que, dentre outras coisas, aborda a “Medicina Sanitarista” focada na dominação do corpo social em prol da saúde coletiva e não necessariamente no bem-estar individual. Assim, o cidadão doente está vulnerável e em busca de apoio, que muitas vezes pode não ocorrer e, o mero controle da fisiologia do indivíduo, desconsidera os danos psicológicos.

Paralelamente, em segunda análise, a partir do século XX, surge o modelo biopsicossocial, que fundamenta a medicina humanizada. Nesse modelo, são considerados além do aspecto fisiológico, os campos sociais e da psique do paciente. Afinal, influências de acesso a renda, tratamento de água e esgoto, educação e o bem-estar emocional do indivíduo confluem para o estado de saúde. Além disso, uma postura mais empática com o cidadão promove maior compreensão e adesão ao tratamento, facilitando a recuperação - e, em casos mais extremos, evitar o negacionismo em voga na mídia.

Portanto, fica evidente a importância da medicina humanizada e sua efetivação durante o atendimento. Diante disso, é dever dos Ministérios da Saúde e da Educação, expandireem e cobrarem uma atuação profissional com maior empatia ao paciente, a fim de reduzir distúrbios psicológicos e aumentar a eficiência no tratemento, pela maior adesão do paciente. Tal medida será realizada por intermédio de cursos capacitórios, no que tange a humanização, durante e após a graduação. Por fim,  em especial, os orgãos coletarão estátisticas de atendimento anualmente, para que os cursos possam ser melhorados com frequência.